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Apesar
do intenso intercâmbio entre diferentes povos
do Parque, cada qual mantém a sua língua.
Nele estão representadas as seguintes famílias
lingüísticas: |
Família Tupi-Guarani (do tronco Tupi): Kamayurá
e Kaiabi
Família Juruna (do tronco Tupi): Yudjá
(ou Juruna)
Família Aweti (do tronco Tupi e com uma única
língua): Aweti
Família Aruak: Mehinako, Wauja e Yawalapiti
Família Karib: Ikpeng, Kalapalo, Kuikuro, Matipu
e Nahukwá
Família Jê (do tronco Macro-Jê):
Suyá
Língua não classificada em qualquer
família: Trumai
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O Português
é usado como língua de contato entre
as diferentes etnias, sendo falado mais fluentemente
pelos homens jovens e adultos. Ultimamente, o número
de falantes do Português vem aumentando e
muitas mulheres jovens começam a falar e
entender a língua. |
Hoje em dia, com o grande número de estradas
ligando o PIX às cidades e fazendas, muitos índios
circulam pelo entorno do Parque, se valendo da língua
portuguesa para transações comerciais
e demais formas de relacionamento com a população
regional. Pela televisão, presente em quase todas
as aldeias, também se aprende a língua
portuguesa. Ademais, nas escolas os professores indígenas
ensinam a falar e escrever em Português, embora
todas as aulas sejam dadas nas línguas nativas.
Quanto ao domínio de mais de uma língua
indígena, entre os povos do Alto Xingu é
comum a compreensão das línguas de seus
vizinhos, mesmo que não se saiba falar, de modo
que índios de diferentes etnias eventualmente
dialogam cada um em sua própria língua.
Entre os Kaiabi, Suyá e Yudjá também
há uma mútua compreensão das línguas,
devido a convivência numa mesma região
e aos intercasamentos. Além disso, em todas as
aldeias do Parque, crianças e jovens que são
fruto de casamentos interétnicos costumam dominar
ambas as línguas dos pais. E há jovens
que falam quatro ou até cinco línguas.
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