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Atualmente, há trabalhos sobre os diferentes
povos xinguanos, que poderão ser procurados nas
bibliografias dos verbetes dedicados a cada um. Aqui
se fará referência apenas aos trabalhos
que tratam da região do Alto Xingu como um todo.
Dos trabalhos dos primeiros etnólogos
que estiveram no Alto Xingu, há tradução
para o português dos dois livros de Karl von den
Steinen (o referente à sua segunda viagem, Entre
os Aborígenes do Brasil Central, é
o que contém mais informações etnográficas)
e do livro de Max Schmidt, Estudos de Etnologia Brasileira.
Dentre as obras de meados do século XX,
temos os artigos de Eduardo Galvão e o volume
de Kalervo Oberg (de cuja expedição participaram
seus alunos da Escola de Sociologia e Política
de São Paulo, como Fernando Altenfelder da Silva).
A tese de cátedra de Egon Schaden, Aculturação
Indígena, defendida na USP em 1965, traz
um interessante capítulo que, com base na bibliografia
então disponível, discute as relações
entre os índios xinguanos desde o final do século
XIX até a metade século XX. O livro de
Pedro Agostinho, Kwarup, publicado alguns anos
depois, embora centrado na realização
desse importante rito entre os Kamayurá, oferece
um retrato muito vivo de suas relações
e atitudes para com os convidados, de outra etnias.
Sobre o Kwarup, Heinz Forthmann produziu um filme
documentário que pode ilustrar bem a descrição
do livro de Agostinho.
O Diário do Xingu, de Berta Ribeiro,
faz uma descrição do Parque, à
medida que relata a viagem dessa etnóloga de
sul para norte. Um retrato visual equivalente é
oferecido pelo vídeo de Washington Novaes, mostrado
há anos atrás numa série da televisão.
Orlando Villas-Bôas dedicou-se a descrever
sua experiência como sertanista e indigenista
em artigos e 12 livros, entre os quais A Marcha para
o Oeste A Epópeia da Expedição
Roncador -Xingu. Em 2002, foi lançado O
Xingu dos Villas Bôas, com mais de 300 fotos,
depoimentos e textos informativos sobre os irmãos
Villas Bôas e o Parque Indígena do Xingu.
Recentemente, foi organizado por Bruna Franchetto
e Michael Heckenberger o volume Os Povos do Alto
Xingu: História e Cultura (2001), reunindo
artigos seus e de outros pesquisadores que se têm
dedicado, alguns há muito tempo, ao estudo dos
povos alto-xinguanos. O propósito geral do volume
é mostrar que o Alto Xingu tem um longo passado
perscrutável e interpretável, tanto da
perspectiva dos pesquisadores como dos diferentes pontos
de vista dos distintos povos indígenas.
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