 |
::01 |
 |
Atualmente, o Parque conta com 68 professores das
14 etnias, os quais lecionam em 36 escolas localizadas
nas aldeias e postos indígenas, atendendo a 1.258
alunos. Os professores redigiram o Projeto Político
Pedagógico de suas escolas, de 1o a
4o etapas (equivalente às quatro primeiras
séries do ensino fundamental), com currículo
específico e diferenciado, com assessoria da equipe
de educação do ISA.
A maioria das escolas está vinculada
à Secretaria de Estado de Educação
de Mato Grosso, embora existam sete escolas vinculadas
a municípios do entorno do Parque. A partir de
1994 foram criadas pelos professores, com assessoria
de lingüistas, alfabetos para a escrita de todas
as línguas. Os professores produzem os seus próprios
livros didáticos nas línguas indígenas
e na língua portuguesa.
(Para saber mais a respeito da área de educação
no Parque, visite a página do Projeto
de Formação de Professores do Programa
Xingu).
Em relação à saúde, a discussão
sobre a reorganização dos serviços
nessa área teve início em 1990, conduzida
por profissionais da Unifesp/Escola Paulista de Medicina
e envolvendo inicialmente os Agentes Indígenas
de Saúde e algumas lideranças locais.
A manutenção de um programa regular de
formação dos Agentes Indígenas
de Saúde, o trabalho desenvolvido pela equipe
de saúde e as reuniões do Conselho de
Lideranças da ATIX propiciaram a criação
de contextos que facilitaram a participação
das comunidades na discussão de seus problemas
de saúde. Ao mesmo tempo, possibilitaram maior
articulação interinstitucional com envolvimento
da Fundação Nacional de Saúde (Funasa),
Funai, Secretaria de Estado da Saúde de Mato
Grosso (SES/MT) e Secretarias Municipais de Saúde
(SMS) de alguns municípios do entorno do PIX,
configurando um quadro mais favorável à
organização da atenção à
saúde em âmbito regional. Como resultado,
o processo de construção do Distrito Sanitário
Especial Indígena do Xingu (DSEI/ Xingu) se caracteriza
pela mudança das práticas sanitárias,
referenciadas num novo paradigma, centrado na vigilância
à saúde.
O DSEI/Xingu iniciou oficialmente suas atividades em
12 de agosto de 1999, por meio de um convênio
estabelecido entre a Funasa e a Unifesp. Pelos termos
do convênio, a Unifesp é responsável
pela execução das ações
de atenção básica desde as aldeias
até os serviços de referência do
SUS regional. Cabe à Funasa o repasse dos recursos
financeiros, o monitoramento e acompanhamento das ações
e o controle de doenças endêmicas como
malária e dengue.
O Distrito busca uma abordagem integral da atenção
à saúde, levando em consideração
todos os determinantes do processo saúde-doença:
socioculturais, políticos, ambientais e biológicos.
A organização dos serviços de saúde
tem como princípios a eqüidade, acessibilidade,
hierarquização e descentralização.
O território da saúde foi dividido em
três áreas de abrangência, a cada
uma correspondendo um pólo-base: Leonardo, Pavuru
e Diauarum. A cada pólo-base estão referidas
uma série de localidades e uma população
adstrita. Cada pólo-base conta com uma equipe
multiprofissional de saúde, formada por médicos,
enfermeiros, auxiliares de enfermagem e agentes indígenas
de saúde.
O primeiro atendimento se dá no espaço
territorial das aldeias, de forma contínua. Consiste
em ações assistenciais básicas,
de promoção da saúde e de saneamento,
de responsabilidade dos agentes de saúde e professores
indígenas, com o apoio e participação
da equipe da área de abrangência correspondente.
Quando não é possível solucionar
o problema na própria aldeia, os doentes são
encaminhados para Unidades Básicas de Saúde
(UBS) localizadas nos pólos-base (sedes das áreas
de abrangência).
|