| Os Yaminawá
são falantes de uma língua Pano, classificada
num mesmo subgrupo junto com as outras línguas
-nawa da região do Purus, de um lado e
de outro da fronteira. É inteligível para
outros grupos da área do Purus, como Sharanahua
ou Marinawá; não para os Kaxinawá nem
para os Amahuaca, também próximos. Com
mínimas variações fonéticas
e léxicas a língua coincide com a dos
Yawanawá do rio Gregório. Em geral os
falantes atribuem às outras línguas Pano
uma proximidade muito maior que a admitida pelos técnicos:
alguns Yaminawá e alguns Yawanawá do Gregório
dizem poder se entender, por exemplo, com os Shipibo
do Ucayali.
Excetuando-se a geração mais velha,
que apenas conhece algumas palavras em português
e espanhol, os Yaminawá são bilíngües.
Têm participado dos projetos pedagógicos
da Comissão Pró-Índio do Acre,
com resultados duvidosos. O prestígio da atividade
escolar -- e de algum dos professores -- é muito
baixo no grupo, a freqüência às aulas
é escassa e irregular em comparação
com o que pode ser observado em outros grupos, e, pertencendo
todos os agentes à mesma facção
do grupo, as cisões recentes têm isolado
a maior parte dos Yaminawá da atividade educativa. A
implementação de projetos de desenvolvimento,
governamentais ou não, tem enfrentado dificuldades
especiais entre os Yaminawá, em decorrência sobretudo
da sua instabilidade política.
|