| Tudo parece
indicar que o xamanismo Yaminawá tem sofrido mudanças
recentes e profundas. Até trinta anos atrás
via-se dominado pela figura do niumuã,
consumidor de diversas substâncias psicotrópicas
ou tóxicas, conhecedor de cantos poderosos, capaz
de adivinhar o futuro das incursões guerreiras,
de viajar e matar à distância. Os Yaminawá
alegam que o niumuã não mais pode
existir em tempo "de paz". O koshuiti,
bebedor de ayahuasca e cantor, dono de uma arte curativa
que maneja as mesmas artes e os mesmos símbolos,
ocupa o seu lugar -- não sem uma grande carga
de ambigüidade.
Os Yaminawá têm vários koshuiti,
que estendem suas atividades para uma clientela branca.
A "koshuitia" é adquirida através
de um longo processo iniciatório, dedicado a
aprender os segredos da ayahuasca e pontuado por uma
série de provas extremamente dolorosas. É
uma arte cada vez mais restrita, que a nova geração
não está aprendendo.
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