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Segundo o censo realizado pelos próprios
Yawanawa em 1997, a população total é
de 450 pessoas aproximadamente, sendo que por volta
de 30 habitam nas cidades próximas de Tarauacá,
Cruzeiro do Sul, Feijó e Rio Branco, ou em outras
aldeias indígenas como a dos Shanênawa
de Feijó ou a dos Kaxinawa da aldeia do Caucho.
Graças à implantação
de um posto de saúde na aldeia nos primeiros
anos da década de 90, e à formação
pela FUNAI e o CPI/Acre de vários agentes de
saúde indígenas a partir de 1988, o impacto
de doenças como a malária, a pneumonia,
a coqueluche e o sarampo foi reduzido consideravelmente.
Desde 1992, ano em que mudaram definitivamente para
a nova aldeia (Nova Esperança), apenas alguns
recém-nascidos e um jovem de 22 anos morreram
de doença, este último vítima de
uma epidemia que assolou, entre outubro e novembro de
1998, a cidade de Tarauacá e várias aldeias
indígenas do Acre, e que apresentava os mesmos
sintomas do cólera.
Esta melhora nas condições de
saúde possibilitou um notável crescimento
da população, com uma natalidade alta
— entre 25 e 30 nascimentos por ano — e uma queda importante
da taxa de mortalidade infantil: apenas morreu um recém-nascido
em seis meses, o que contrasta com os depoimentos de
várias mulheres que enfatizavam o elevado número
de mortes infantis antes da implantação
do posto de saúde. Existe uma tendência
atual para procurar a ligação das trompas
após o nascimento de vários filhos, e
uma utilização constante de meios anticoncepcionais
tradicionais. Contudo, esta situação depende
dos recursos humanos e materiais que nem sempre estão
disponíveis e são em grande medida responsabilidade
de organismos oficiais.
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