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Habitações


Os Panará, como a grande maioria dos povos da família lingüística jê, vivem em aldeias circulares na divisa dos estados de Mato Grosso e Pará. As residências encontram-se situadas na periferia do círculo. No centro, espaço para atividades políticas e rituais, localiza-se a Casa dos Homens.
Foto: André Villas-Bôas, 1999. 




As aldeias dos Krahó (TO), povo da família lingüística jê, seguem o ideal timbira de disposição das casas ao longo de uma larga via circular, cada qual ligada por um caminho radial ao pátio central.
Foto: Vincent Carelli, 1983.




Os Gavião Parkatejê (PA) são falantes do timbira oriental (família jê). Esta é uma de suas aldeias, a Kaikotore. Composta de 33 casas de alvenaria dispostas em círculo, possui cerca de 200 metros de diâmetro. Há um largo caminho ao redor, em frente às casas e vários caminhos radiais que conduzem ao pátio central, onde se desenvolvem todas as atividades cerimoniais. Foto: Arquivo ISA,1984.




Em grande parte das atuais aldeias xavante (povo jê do leste do Mato Grosso), as casas já não seguem o padrão visível na foto: umas combinam base de alvenaria e teto de palha, outras são inteiramente de palha, mas com paredes e teto separados. O gosto por moradias de base circular, dispostas conjuntamente em "ferradura" (um semi-círculo de casas aberto para o curso d'água mais próximo), continua, porém, vigorando entre os Xavante.
Foto: Rene Fuerst,1961.




Entre os Marubo, grupo da família lingüística pano que habita o Vale do Javari (AM), a única construção habitada é a casa alongada, coberta de palha e de jarina da cumeeira ao chão, que se localiza no centro da aldeia. As construções que ficam ao redor, erguidas por pilotis, servem mais como depósitos e são de propriedade individual.
Foto: Delvair Montager, 1978.




Os Enawenê-Nawê (MT), grupo da família lingüística aruaque, vivem em aldeias formadas por grandes casas retangulares e uma casa circular, localizada mais ou menos no centro, onde ficam guardadas as suas flautas. No pátio central, são realizados diversos rituais e jogos.
Foto: Ana Lange, 1979.




Os Yanomami orientais e ocidentais costumam viver numa casa agregando várias famílias, a maloca Toototobi (AM). Lá reúnem-se todos os membros da aldeia, sendo considerada como entidade política e econômica autônoma.
Foto: René Fuerst, 1961.



Aqui, uma habitação coletiva yanomami vista de seu interior.
Foto: René Fuerst, 1961.




A maloca-museu São João, no rio Tiquié (AM), é um exemplo de como os chamados "índios da floresta", falantes de línguas das famílias aruaque e tukano, da região da bacia do alto rio Negro, costumavam viver. Não é uma simples moradia comunitária, mas, também, um espaço fundamental para a realização de cerimônias, a trajetória primordial dos antepassados míticos. Foto: Beto Ricardo, 1993.




As casas dos Assurini do Tocantins, grupo de língua tupi-guarani localizado no estado do Pará, são construídas com madeira de paxiúba (paredes e assoalhos) e palha de ubim (cobertura e, às vezes, paredes). A arquitetura das casas segue o padrão regional. Algumas são construídas sobre palafitas.
Foto: Michel Pellanders,1987.

 



Os Palikur (AP) também são da família aruaque. Suas aldeias são construídas voltadas para o rio. A maior delas, Kumenê, tem suas casas dispostas em duas ruas paralelas.
Foto: Vincent Carelli, 1982.




Atualmente, os Fulniô (PE), falantes de uma língua do tronco macro-jê, alternam-se entre duas aldeias. Uma delas localiza-se junto à cidade de Águas Belas. A outra é o lugar sagrado do ritual do Ouricuri, onde os índios se estabelecem nos meses de setembro e outubro. Foto: Jorge Hernandez Dias, 1983.

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