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Vida cerimonial
O
ritual funerário dos Bororo (MT) é um momento especial de socialização
dos jovens. Não só porque muitos deles são formalmente iniciados,
mas, também, porque é por meio de sua participação nos cantos,
danças, caçadas e pescarias coletivas que eles têm a oportunidade
de aprender e perceber a riqueza de sua cultura. Foto: Kim-Ir-Sam,
1973.
Na
corrida de toras, que está relacionada à realização de diferentes
rituais, os Krahó (TO) dividem-se em duas equipes, ditas "metades".
Cada uma delas carrega uma seção de tronco de buriti (ou outro
vegetal), cujos formato, tamanho e ornamentação são variáveis.
Os Krahó são um grupo Timbira, da família
lingüística jê. Outros povos Timbira e Jê
também realizam corridas de toras. Foto: Michel Pellanders,
1989.
Entre
os Kanela (MA), grupo timbira, os meninos são introduzidos na
sua classe de idade por meio de alguns rituais de iniciação.
Esses rituais treinam os meninos para se tornarem guerreiros.
Tradicionalmente, a maioria das meninas está associada de modo
a receber cintos de maturidade, necessários para que elas se
casem. Foto: William Crocker, 1975.
No
yãkwa, ritual realizado pelos Enawenê-Nawê (MT), os habitantes
da aldeia, divididos em clãs, realizam uma troca generalizada
de alimentos, cantos e danças. O ritual, que dura vários meses
e possui duas fases distintas, visa cumprir os ensinamentos
dos espíritos subterrâneos, yakairiti. Foto: Vincent
Carelli, s/d.
A
primeira iniciação dos meninos Karajá (MT/ TO) se dá porvolta
dos sete ou oito anos de idade. Consiste na perfuração do lábio
inferior, que irá receber um adorno. A perfuração é feita com
a clavícula de um macaco, e se dá na presença dos pais. Foto:
Cláudia Andujar, s/d.
A
entidade letani figura no ritual hetohokÿ (casa
grande), realizado pelos Javaé (TO). Nos anos 1990, este
ritual, que marca a entrada dos jovens para o mundo da casa
dos homens, foi retomado. Foto: Patrícia de Mendonça Rodrigues,
s/d.
Na
maloca Toototobi, dos Yanomami (AM), homens realizam
sessão com o pó alucinógeno, yãkuãna. Este é muito presente
na iniciação dos pajés yanomami, e deve sempre se dar sob a
condução dos mais velhos. Foto: Milton Guran, 1991.
Homens
xinguanos disputam o huka-huka na aldeia dos Yawalapiti
(MT). A luta integra o ritual intertribal kwarúp, que
se dá em homenagem aos mortos dos diferentes grupos que habitam
a região do alto Xingu. Foto: Milton Guran, 1985.
Os
bobos(bobotegi) são personagens que figuram na
Festa do navio, realizada pelos Kadiwéu. Este longo ritual
remonta aos tempos da Guerra do Paraguai, quando este povo lutou
pelo Brasil. Foto: Mônica Pechincha, 1992.

Apesar de desterrados na cidade de São
Paulo, os Pankararu, que migraram do estado de Pernambuco, continuam
realizando suas cerimônias, cantos e danças. Foto: Marcos Issa,1996.

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