Troncos e famílias
Dentre as cerca de 180 línguas indígenas que existem hoje no
Brasil, umas são mais semelhantes entre si do que outras, revelando
origens comuns e processos de diversificação ocorridos ao longo
do tempo.
Os especialistas no conhecimento das línguas (lingüistas) expressam
as semelhanças e diferenças entre elas através da idéia de troncos
e famílias lingüísticas. Quando se fala em tronco,
têm-se em mente línguas cuja origem comum está situada há milhares
de anos, as semelhanças entre elas sendo muito sutis. Entre
línguas de uma mesma família, as semelhanças são maiores,
resultado de separações ocorridas há menos tempo. Veja o exemplo
do português:
Fonte: Raquel F. A. Teixeira - "As
línguas indígenas no Brasil" (A temática
indígena na escola - novos subsídios para professores
de 1º e 2º graus, Brasília: MEC/ Mari/ Unesco,
organizado por Aracy Lopes da Silva e Luís Donisete Benzi
Grupioni).
No universo de línguas indígenas no Brasil, por sua vez, reconhece-se
a existência de dois grandes troncos - Tupi e Macro-Jê
- e 19 famílias lingüísticas que não apresentam taxas de
semelhanças suficientes para que pudessem ser agrupadas em troncos.
Há, também, famílias de apenas uma língua, às vezes denominadas
línguas isoladas, por não se revelarem parecidas com
nenhuma outra língua conhecida.
É importante lembrar que poucas línguas indígenas no Brasil
foram estudadas em profundidade. O conhecimento sobre elas está,
portanto, permanentemente em revisão.
Conheça as línguas indígenas brasileiras, agrupadas em famílias
e troncos, de acordo com a classificação do Prof. Ayron DallIgna
Rodrigues. Trata-se de uma revisão especial para o ISA (setembro/1997)
das informações que constam de seu livro Línguas brasileiras
para o conhecimento das línguas indígenas (São Paulo,
Edições Loyola, 1986, 134 págs).
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