Jogos e esportes
Eventos reunindo atividades físicas tradicionais dos índios
e modalidades olímpicas convencionais, como o futebol,
consolidam o esporte como uma das maneiras de os povos indígenas
se comunicarem entre si e com os brancos. Fernando
Fedola de L. B. Vianna (Tema
Povos indígenas no Brasil/ ISA) aborda o assunto:
Introdução
Entre os dias 15 e 21 de outubro de 2000, a cidade de Marabá,
no Pará, transformou-se no palco de um tipo de evento cada
vez mais freqüente no Brasil contemporâneo. Às
margens do rio Tocantins, na praia do Tucunaré, uma arena
com capacidade para 2.500 espectadores, construída especialmente
para a ocasião, abrigou mais de 600 atletas indígenas,
representantes de cerca de 30 etnias de diferentes regiões
do país, em competições e demonstrações
de práticas como corrida de tora (característica
dos povos de língua jê do Brasil Central), arco-e-flecha,
lutas corporais (como a huka-huka, dos alto-xinguanos), arremesso
de lança e zarabatana. O público compareceu em massa.
Provas de canoagem e natação, no próprio
rio Tocantins, torneios de futebol masculino e feminino, no estádio
e outros campos da cidade, e exibições de danças,
numa praça próxima ao estádio, completaram
a cena: foi a terceira edição dos chamados Jogos
dos Povos Indígenas.
Trocas culturais entre índios e brancos, como
se sabe, não são nenhuma novidade. E o mesmo continua
valendo quando olhamos, especificamente, para o domínio
da linguagem esportiva no Brasil. Num extremo, atividades físicas
dos índios foram aprendidas e esportificadas
pelos brancos - é o caso do jogo de peteca,
particularmente popularizado e institucionalizado no estado de
Minas Gerais. Noutra ponta, jogos e esportes inicialmente praticados
pelos habitantes das grandes cidades foram chegando aos índios
ao longo do século XX, em processos históricos que
ainda não foram objeto de descrições mais
cuidadosas, mas que se pode imaginar diferentes conforme a região
do país, o povo indígena envolvido e os agentes
do contato. Do que se sabe sobre o assunto, pode-se dizer que
o futebol é a recorrência mais notável.
Entre esses dois extremos, há todo um espaço onde
jogos, esportes, atividades físicas de caráter lúdico,
cerimonial e/ou competitivo, seja lá qual for sua origem,
aparecem como formas de comunicação entre diferentes
povos indígenas e entre índios e não-índios.
Os Jogos de Marabá são apenas um dentre muitos acontecimentos
que figuram nesse amplo espaço comunicativo.

Os Jogos Indígenas
Nos últimos anos, essa espécie de Olimpíadas
Indígenas vem se repetindo em diversos lugares do país
e motivando dezenas de reportagens nas imprensas nacional e regionais.
Apoiando-se nessas notícias, haveríamos de situar
o marco inicial desse processo por volta do ano de 1994, quando,
aparentemente, se realizou a primeira iniciativa com essas características
no Brasil: os Jogos da Cultura Indígena, no Mato Grosso.
Melhor divulgados pela imprensa nacional seriam, na seqüência,
duas edições dos chamados Jogos Abertos Indígenas
do Mato Grosso do Sul, em 1995 e 96, ambas na cidade de Campo
Grande. Foram eles que abriram espaço para eventos semelhantes,
mas, agora, com participantes oriundos não apenas de um
estado da federação brasileira, mas de diferentes
regiões do país.
Marabá/2000, conforme já dito, foi a terceira edição
de Jogos Indígenas com esse caráter supra-estadual.
A primeira ocorreu em Goiânia (GO), em outubro de 1996.
A repetição dos Jogos Indígenas começou
a ser programada em 97. Naquela oportunidade, políticos
amazonenses esforçaram-se para que Manaus fosse a sede
escolhida. No entanto, desentendimentos entre o governo do Amazonas
e representantes do poder federal quanto ao montante de recursos
financeiros que o primeiro deveria destinar para a realização
do evento acabaram por inviabilizá-lo. De acordo com o
ponto-de-vista de um dos organizadores dos Jogos (Marcos Terena,
de quem tratarei abaixo, comunicação pessoal), o
ano de 98 não foi propício para uma nova tentativa
porque todas as atenções estavam voltadas para a
Copa do Mundo de futebol na França. Assim, os Jogos dos
Povos Indígenas só voltariam a se tornar realidade
em 99, novamente no mês de outubro. Dessa feita, a cidade
escolhida foi Guaíra, no Paraná.
Experiências regionais e outros eventos
Voltando a observar o plano regional, despontam outras experiências,
como os Jogos
dos Povos indígenas do Amapá (realização
anual, desde 95), a Olimpíada Indígena do Amazonas,
no município de Maués (maio de 98), e os Jogos Indígenas
Pataxó de Coroa Vermelha (setembro de 2000, em Santa Cruz
Cabrália/ BA). Igualmente regionalizados são os
casos envolvendo apenas uma das modalidades presentes em todos
esses Jogos: o futebol, responsável por um campeonato entre
times de índios em Tocantins, em 1994, pelo Intertribol
- Campeonato Estadual Indígena de Futebol de São
Paulo (estádio do Ibirapuera, fevereiro de 97) e por um
exemplo similar em Roraima, que vem ocorrendo, anualmente, desde
97.
Atividades físicas, jogos e competições
indígenas realizam-se nas cidades também como parte
de outros eventos. Foi o que aconteceu em outubro de 1996, momento
em que a cidade do Rio de Janeiro tentava se firmar como candidata
a sede dos Jogos Olímpicos de 2004 e, para tal, organizou
uma recepção a membros do Comitê Olímpico
Internacional (COI). Com o aparente propósito de mostrar
à delegação do COI o que é o
Brasil, os organizadores da campanha incluíram na
cerimônia uma realização de corridas de tora,
por parte de cerca de oitenta índios, no bairro carioca
de Copacabana. No ano seguinte, o Dia do Índio
propiciou a preparação de uma apresentação
de huka-huka no Museu do Índio, também no Rio.
Já em abril de 1999, ao assumir a responsabilidade pela
organização dos festejos oficiais dos 500
anos, o então ministro do Esporte e Turismo, Rafael
Grecca, foi logo anunciando Jogos Indígenas como um dos
primeiros eventos a serem realizados. O lançamento das
comemorações ocorreu em 25/04/99, na Esplanada dos
Ministérios, em Brasília (DF). E, de fato, contou
com demonstrações de práticas como arco-e-flecha,
corrida de toras, huka-huka e o jogo de cabeçadas em bola
de borracha (de grupos do oeste mato-grossense e Rondônia),
realizadas por cerca de 200 índios dos povos Kanela, Karajá,
Pareci, Pankararu, Terena, Xavante, entre outros.
Cada um dos eventos acima mencionados certamente guarda suas
especificidades. Deixando-as de lado, é possível
notar alguns traços comuns, definidores do modelo dos Jogos
Indígenas tal como vem sendo desenvolvido e praticado no
Brasil contemporâneo.
Integração entre os povos indígenas
Primeiramente, é de se frisar que a promoção
desses eventos depende diretamente da articulação
entre órgãos do poder público das esferas
federal - a Fundação Nacional do Índio (Funai)
e o Instituto Nacional de Desenvolvimento do Desporto (Indesp),
ligado ao Ministério da área de Esporte -, estadual
(Secretarias) e, às vezes, também prefeituras municipais,
como ocorreu em Marabá. Entretanto, ela conta com um elemento
adicional, menos visível mas extremamente importante: a
atuação de determinadas personalidades indígenas
e formas de os índios se organizarem, responsáveis
pela intermediação entre as comunidades e o Estado.
Aqui, merece destaque o papel dos irmãos Carlos e Marcos
Terena, ligados a uma entidade chamada Comitê Intertribal
(ITC), que também aparece como uma das organizadoras dos
Jogos Indígenas supra-estaduais. Esses Jogos foram desengatilhados,
como já mencionado, por experiências anteriores no
estado do Mato Grosso do Sul, onde vivem os Terena. A idéia
dos Jogos de Goiânia surgiu após um contato entre
o ITC e o Indesp e, na cobertura da mídia sobre os eventos
que estamos aqui observando, Marcos é presença recorrente,
freqüentemente caracterizado como um de seus idealizadores.
É sabido que Marcos Terena é um dos integrantes
de primeira hora do movimento indígena-indigenista no Brasil,
tendo feito parte do grupo de índios que, no final da década
de 70, início da de 80, se empenhou na formação
da União das Nações Indígenas (UNI),
iniciativa pioneira de reunir diferentes povos indígenas
numa mesma organização. Funcionário, já
há algum tempo, da Funai de Brasília, onde desempenha
o cargo de coordenador da área de direitos indígenas,
ele parece acreditar que pode continuar a promover o trabalho
de articulação de diversos povos indígenas,
não importando que ocupe, agora, um lugar sociológico
que, situado no interior do aparelho estatal, poucos se atreveriam
a descrever como tendo a ver com movimentos sociais. E uma das
maneiras de fazer isso seria através da linguagem do esporte.
É o que sugerem tanto o investimento que tem dedicado
aos Jogos Indígenas como suas mais recentes aparições
em encontros de discussão de política indigenista,
nos quais tem insistido na união dos índios de variados
grupos e lembrado que a idéia da UNI começou quando
ele e outros indivíduos indígenas, estando em Brasília
por razões diversas, passaram a se encontrar para jogar
futebol.
No modelo Jogos Indígenas, há, portanto, o objetivo
de integrar os vários povos indígenas entre si.
Objetivo que, aliás, não está, apenas, conforme
o que estou sugerindo, na cabeça de Marcos
Terena. Diz o índio Karipuna Mário dos Santos, administrador
da Funai de Oiapoque, no Amapá: Os jogos contribuem
para fortalecer a unidade entre as tribos. Os povos daqui mantêm
mais semelhanças do que diferenças entre si. Com
isso, conseguimos a cooperação de todos em torno
de projetos que interessem à comunidade. Outro exemplo
vem do campeonato de futebol dos índios em São Paulo,
o Intertribol, durante o qual lideranças dos Guarani Mbya,
Guarani Nhandeva, Terena, Kaingang, Krenak e Pankararu reuniram-se
para analisar os problemas comuns às cinco etnias, definir
prioridades e divulgar um documento intitulado Programa Intertribos,
em que manifestavam os objetivos de integrar as ações
entre estes povos e de desenvolver trabalhos em parcerias
com os órgãos federais, estaduais, municipais, organizações
não governamentais, universidades e instituições
interessadas e comprometidas com a causa indígena.
Negociações políticas
e trocas culturais
Podemos, assim, conceber que a integração promovida
pelo esporte sirva a propósitos políticos, de organização
indígena. Todavia, a política está
presente nesses Jogos Indígenas não apenas como
meta. Na definição de quais povos e, mais do que
isto, de qual grupo de pessoas de cada povo - que, como sabemos,
não são homogêneos nem isentos de conflitos
internos - irão representar, nesses festivais esportivos,
a enorme sócio-diversidade nativa no Brasil contemporâneo,
verificam-se múltiplos e diversificados processos de negociação.
Conforme relato pessoal de um funcionário do Indesp envolvido
na organização dos Jogos de Goiânia, Guaíra
e Marabá, é a Funai que faz contato e seleciona
os grupos que irão participar de cada edição
desses acontecimentos. Sabemos, no entanto, que há índios
no interior dos quadros da Funai e que este é um capítulo
do assunto organização indígena
que não deve ser menosprezado. Os Xavante com os quais
tenho contato direto, de uma aldeia específica, no interior
de uma das seis terras indígenas onde hoje se dispersa
este povo, contam, por exemplo, que nunca foram convidados nem
consultados para participar dos Jogos Indígenas. O grupo
que costuma representar esse povo nos Jogos supra-estaduais é
da aldeia de onde saiu um dos Xavante que detêm cargos e/
ou relações na Funai de Brasília e que, por
coincidência ou não, é casado com a irmã
de Marcos Terena.
O mesmo funcionário do Indesp revela dois outros fatos
que indicam por onde podem passar os processos políticos
envolvidos nos Jogos Indígenas. Informados de que os Kaingang
do Paraná estavam planejando a realização
de protestos durante o festival de Guaíra, seus organizadores
sentiram obrigados a cancelar sua participação:
não temos nada a ver com política mas somos
governo federal, acrescenta o funcionário. Para Marabá/2000,
a organização ofereceu aos Fulni-ô, de Pernambuco,
18 vagas, mas eles queriam levar uma delegação com
30 pessoas. A negociação redundou em que os Fulni-ô
acabaram por não ir a Marabá.
Saibamos reconhecer, contudo, que nem todos os processos visíveis
no modelo de evento de que tratamos aqui merecem ser reduzidos
à dimensão política. Os Jogos podem implicar,
também, trocas culturais entre diferentes povos, como ilustra
o caso da inclusão da corrida de tora nos Jogos do Amapá.
Os povos de lá não são adeptos históricos
ou tradicionais dessa prática. Conheceram-na
assistindo uma demonstração realizada pelos Krahó
(Tocantins), precisamente num desses Jogos que reúnem povos
indígenas de várias regiões do país.
Gostaram da novidade e resolveram levá-la para casa.
Nas cidades
Outro aspecto marcante dos Jogos Indígenas advém
do fato de, em quase todos os casos, serem realizados nas cidades.
Podem, por isso, ser considerados um caso particular de um fenômeno
mais amplo, cuja ocorrência no interior do universo de ações
indígenas e indigenistas no Brasil vem aumentando, em freqüência
e visibilidade social, nos anos mais recentes.
Tradicionalmente, associamos o contato entre índios e
não-índios com imagens de entradas, bandeiras, expedições,
frentes pioneiras, frentes de atração, missões
religiosas e outros grupos e indivíduos não-indígenas
que, saindo de seus núcleos de assentamento e moradia,
embrenham-se pelos sertões e matas do país. Nos
últimos anos, entretanto, o esporte, com as experiências
dos Jogos Indígenas, vem somar-se a um vasto conjunto de
linguagens e novas tecnologias - como a música, a dança,
a fotografia, os grafismos, a cultura material, o cinema/ vídeo,
o CD, o CD-ROM, a internet -, por meio das quais são os
índios que vêm até nós, habitantes
dos centros urbanos. Inverte-se, assim, o sentido espacial, geográfico,
costumeiramente ligado à expressão contato interétnico:
de um contato que se concretiza na forma brancos vão
da cidade para a selva e encontram índios,
passa-se a um outro, em que temos índios indo da
selva para a cidade e encontrando brancos.
Discriminar se os índios são ou não os principais
sujeitos dessas formas contemporâneas e às avessas
de expedições de contato nem sempre
é tarefa simples. Nas demonstrações de dança,
shows musicais, exibições fotográficas, realizações
de jogos etc. que trazem os índios (em carne e osso
ou sua imagem) às cidades combinam-se, na realidade, disposições
e interesses de atores tanto indígenas - dentre as quais
seria preciso considerar, em separado, as das chamadas lideranças
- como não-indígenas, sejam estes últimos
membros de agências governamentais ou não-governamentais.
De todo modo, o que importa registrar é que, ao serem levados
às cidades nesse tipo de acontecimento, os índios
envolvem-se em iniciativas nas quais está em cena o mostrar
a cultura indígena para os brancos verem (e
a mídia divulgar).

Para branco ver
No para branco ver dos Jogos Indígenas, é
possível discernir alguns elementos importantes. Em primeiro
lugar, pelo público que costumam atrair e pelo espaço
que alcançam na mídia, eles são oportunidades
valiosas de reforço de uma mensagem em que o movimento
indígena-indigenista no Brasil tanto tem insistido: que
a noção genérica de indianidade deve vir
combinada com a explicitação da diversidade étnica
que povoa este universo. Assim, os Jogos permitem à opinião
pública deparar-se com grupos de pessoas que, certamente,
são índios, mas que, antes disto, são Bororo,
Wai-Wai, Parakanã, Suruí, Munduruku, Kuikuro etc.
Em segundo lugar, indo ao encontro daquele caráter político
já referido, os Jogos abrem espaço para que a questão
indígena seja exposta, discutida e tematizada de
múltiplos pontos-de-vista. Isso pode acontecer na forma
de um debate organizado em paralelo à realização
dos jogos e competições propriamente ditos, como
ocorreu em Goiânia/96, com o fórum "Esporte
e Identidade Cultural Indígena", no qual autoridades,
lideranças indígenas, esportistas não-índios
de ponta e personalidades como o jornalista Washington
Novaes discutiram desde a utilização do corpo no
cotidiano até a suposta possibilidade de extinção
da Funai, passando pela demarcação de terras indígenas.
Ou, então, nas declarações de lideranças
indígenas e autoridades durante os eventos, cada qual destacando
um ponto diferente: a capacidade do esporte em realizar o sonho
de unir povos historicamente inimigos (iatista Lars Grael,
falando como diretor do Indesp); a participação
dos índios na construção do Brasil
(Marcos Terena); o pedido ao ministro do Esporte e Turismo, por
parte de uma líder dos Pankararu de Pernambuco, para que
ajude quem sofre com a seca no Nordeste do país, entre
outros.
Cerimônias de abertura de Olimpíadas e Copas do
Mundo de futebol evocam um terceiro ponto. Elas mostram que o
esporte, como linguagem do sensível, eminentemente visual,
casa-se perfeitamente bem, quando transformado em espetáculo,
com outras formas de linguagem. E os Jogos Indígenas não
ficam atrás, reservando lugar para demonstrações
de outros aspectos das culturas indígenas:
música, dança, adornos e pinturas corporais ajudam
a compor o quadro sensorial em que têm vez os jogos e competições.
Por fim, focando nosso olhar sobre as atividades que constituem
a razão de ser desses eventos, deparamo-nos com um conjunto
de práticas, à primeira vista, heterogêneo.
Nos contornos básicos de algumas delas, como a corrida
de tora ou a luta huka-huka, não temos dificuldade em reconhecer
o peso da tradição indígena.
Diante de outras, apesar de parecer intervir um certo esforço
circunstancial de encaixar o que é pouco formalizado no
molde enrijecedor do esporte - este é o caso da natação,
da pescaria, do uso da canoa, do arco-e-flecha, da zarabatana,
do arremesso de lança etc. -, acabamos aceitando o rótulo
de "jogos indígenas" sem maiores problemas. Restam,
porém, uns resíduos perturbadores: coisas como o
futebol, o voleibol ou corridas de 100 e 200 metros rasos.
De fato, quando olhamos para os índios, é difícil
romper com uma maneira de enxergar que divide tudo entre o que
é e o que não é tradicional,
autêntico, original. E a negação
dessa dicotomia parece ser, afinal, a principal mensagem direcionada
aos brancos dos Jogos Indígenas: que os índios
querem continuar a ser aceitos como tais sem prejuízo de
poderem gostar e fazer algumas das coisas de que os brancos
também gostam e fazem. (Fernando Fedola L. B. Vianna,
novembro/ 2000).
