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Homens e mulheres fazem trabalhos diferentes.
As mulheres cozinham os alimentos, cuidam das crianças,
tecem redes e pulseiras de algodão, fabricam panelas
de barro, pescam pequenos peixes nas lagoas, plantam,
buscam alimentos na roça e outros. Uma boa parte dos
trabalhos femininos é realizada dentro das casas. Os
homens buscam lenha, acompanham as mulheres nas roças,
derrubam e queimam as roças, pescam de diversas formas,
buscam resinas, cogumelos, mel, frutas, cipó e palha
no mato, fazem canoas e muitas outras coisas.
As atividades econômicas dos Enawenê Nawê estão
articuladas ao calendário ritual. Isso porque eles acreditam
que há um outro tipo de vida após a morte. Então, quando
alguém morre, a carne e os ossos ficam para os Yakairiti
(espíritos que habitam o patamar subterrâneo) e a pulsação
(impulso vital) e último sopro vão para o céu e se transformam
em Enore (espíritos que habitam o patamar celeste).
Esses espíritos interferem na vida dos humanos e para
manter a harmonia do mundo, a organização e as regras
da sociedade, para que não faltem alimentos, toda a
sociedade estabelece uma relação de troca constante
com eles através da troca generalizada entre grupos
rituais. Essa relação se dá através de um ciclo anual
de rituais.
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