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Por razões ecológicas, sociológicas
e simbólicas, vigoram na região especializações
artesanais (produção especializada de certos
artefatos por diferentes etnias) que definem uma rede
formalizada de trocas inter-comunitárias. Os Tukano
são conhecidos por seus bancos de madeira, os Desana
e os Baniwa por seus balaios, estes últimos também
pelos ralos de mandioca, os Kubeo pelas suas máscaras
funerárias, os Kotiria (dizem alguns) por seus tipitis,
os Maku pelas flautas de pã, o curare e os aturás
de cipó. No caso dos artefatos de arumã,
também há especialistas. No rio Tiquié,
os Tuyuka e Bará se destacam como os melhores construtores
de canoas, artigo de primeira necessidade para todas as
famílias e que alcançam um bom valor de
troca.
Hoje muitas comunidades também se dedicam
à fabricação de artesanato para a
venda ou troca por produtos industrializados. Com as missões
salesianas, as mulheres passaram a se dedicar à
fabricação, para a venda, de redes, tapetes
e bolsas de tucum, que aprenderam nos colégios
com as freiras, ou com ex-alunas e professoras índias
que dão aulas nas comunidades. No Içana
há atualmente um aumento da produção
de balaios e urutus para venda, muitas mulheres baniwa
também se dedicam a esta atividade. Há outros
locais onde se encontram especialistas na confecção
de cerâmica, objetos de pau-brasil e bancos rituais.
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