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Aqui se fará referência a fontes
que tratem de todo o conjunto dos povos Timbira ou que
façam comparações entre os mesmos.
Não existe um trabalho geral sobre os Timbira,
mas Curt Nimuendajú, em seu livro sobre os Canela,
The Eastern Timbira, faz um breve histórico
de cada povo timbira, inclusive os extintos sobre os
quais há alguma informação. Dentre
as fontes históricas, destacam-se as memórias
de Francisco de Paula Ribeiro, militar português
que comandava as tropas do sul do Maranhão no
começo do século XIX.
São poucos os trabalhos que comparam
diferentes povos timbira. Roberto DaMatta, pela comparação
das versões krahó e canela do mito de
origem dos civilizados, discute a complementaridade
do avô materno e tio materno no que tange à
autoridade doméstica. Maria Elisa Ladeira, mediante
o estudo dos Krahó, Apanyekrá e Apinayé,
relaciona demografia, transmissão de nomes pessoais
e sistema matrimonial. Julio Cezar Melatti toma os grupos
da praça entre os Krahó, Canela e Krinkatí,
como transfiguração simbólica das
diferentes possibilidades do indivíduo se relacionar
com o grupo. Dolores Newton encontra distinção
entre os Krinkatí e Pukobyê no exame da
técnica de torcer os fios de algodão e
de trançá-los na confecção
de redes de dormir. Maria Elisa Ladeira e Gilberto Azanha,
no artigo "Os 'Timbira atuais' e a disputa territorial",
dão notícia da situação
das terras de cada povo timbira. Vincent Carelli, num
vídeo, mostra como os Gaviões do Oeste
e os Krahó numa troca de visitas, se estudam
e se comparam.
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