Brasil ratifica o Acordo de Paris

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Em cerimônia no Palácio do Planalto, Michel Temer oficializou a ratificação do novo tratado internacional sobre mudanças climáticas. O secretário executivo do Observatório do Clima, Carlos Rittl, mencionou políticas contraditórias com a agenda climática, como o planejamento de novas termelétricas a carvão e a aposta brasileira no petróleo, e cobrou mudanças
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Em cerimônia realizada hoje (12/9), segunda-feira, no Palácio do Planalto, em Brasília (DF), o presidente Michel Temer oficializou a ratificação do Acordo de Paris pelo Brasil. Entre as autoridades governamentais presentes, o Ministro do Meio Ambiente, José Sarney Filho, e o Ministro das Relações Exteriores, José Serra, também falaram, além do Presidente.

O Observatório do Clima foi convidado a falar na cerimônia, em espaço cedido à sociedade civil no evento. Em sua intervenção, o secretário-executivo do Observatório do Clima, Carlos Rittl, reafirmou que a ratificação do Acordo é um primeiro e importante passo, mas é necessário transformar palavra em ação e mudar os rumos das políticas públicas brasileiras acerca da agenda do clima: “Trabalhar pela meta de um grau e meio significa tirar a mudança climática do escaninho das políticas ambientais e torná-la parte integrante do planejamento do desenvolvimento nacional”, afirmou. “O que nós vimos ao longo do tempo, porém, é que no Brasil o planejamento passa ao largo da questão do clima e frequentemente joga contra a emergência climática”. Isso não se justifica em um país com potencial imenso em redução de emissões com ganhos econômicos em florestas, agropecuária e energia.

Leia toda a reportagem no site do Observatório do Clima.

Observatório do Clima
ISA
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