Impactos do Super El Niño

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Victor Pires

Impactos do Super El Niño. Dez milhões de pessoas podem sofrer com a fome entre 2015 e 2016 por causa de um super El Niño. O fenômeno vai causar secas e irregularidade das chuvas na África, América do Sul e leste da Ásia. Entre os efeitos negativos, está a queda de produtividade de lavouras nestas regiões, o que torna a situação das populações vulneráveis às mudanças climáticas ainda mais difícil. As informações são do relatório Entering Uncharted Waters, da organização internacional Oxfam. O El Niño é o aquecimento periódico da superfície do Oceano Pacífico, fenômeno natural e geralmente fraco ou moderado que causa alterações no clima global. Ocasionalmente, no entanto, pode ocorrer um super El Niño. O último foi entre 1997 e 1998 e os cientistas acreditam que o fenômeno atual vai ser igual ou maior. O super El Niño é um dos fenômenos climáticos extremos que pode tornar-se mais frequente em consequência das mudanças climáticas, afirmam os cientistas. Leia o relatório.

Pobreza e mudanças climáticas. Relatório do Overseas Development Institute mostra que 720 milhões de pessoas podem voltar à extrema pobreza caso as mudanças climáticas não sejam combatidas logo. O documento sustenta a ideia de que desenvolvimento de baixo carbono e redução de emissões não são incompatíveis com a erradicação da extrema pobreza, pelo contrário: esse é o caminho a ser adotado. Leia o relatório (em inglês).

Hidrelétricas. “Energia hidrelétrica é suja e deve ser tratada como os combustíveis fósseis”. O escritor e ativista ambiental Gary Wockner publicou artigo no portal Eco Watch em que vai contra a ideia recorrente de que as hidrelétricas geram energia limpa. Na verdade, a decomposição de matéria orgânica nas áreas submersas pela água represada dos rios libera grandes quantidades de metano – um dos gases responsáveis pelo efeito estufa. O metano é mais poderoso na captura de radiação solar do que o gás carbônico. Além disso, a construção de hidrelétricas têm inúmeros efeitos ambientais e sociais negativos, como destruição de florestas, morte de animais e desalojamento de populações. Leia o artigo (em inglês).

Via Campesina. O movimento Via Campesina vai lançar o curta metragem Together we can cool the planet. O filme vai mostrar a relação entre o sistema de produção agrícola industrial e as mudanças climáticas. O lançamento será no dia mundial da alimentação (16/10). Veja o trailer.

360°. O ator vencedor do Oscar Jared Leto narra vídeo de realidade virtual sobre o derretimento do gelo no Ártico. O espectador pode mover a câmera 360° enquanto passeia de caiaque pelos mares gelados do norte ou visita uma caverna no interior do gelo. Ao longo do tour de quase quatro minutos, Leto aborda, de forma resumida, as causas e efeitos das mudanças climáticas e as possíveis soluções para o problema no futuro. O vídeo é uma iniciativa da organização ambientalista norte americana Sierra Club. Assista o vídeo abaixo.

Rios Voadores. Entre 12 e 30 de outubro, o autor de guias de viagens Diego Gazola filma o reality show Nascentes da Crise. Inspirado por estudos do cientista do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) Antônio Nobre, Gazola vai visitar Peru e Brasil para entender como a relação entre Amazônia e Cordilheira dos Andes molda o clima na América do Sul e como as mudanças climáticas atuais afetam esse processo. Acompanhe expedição em tempo real. Veja mais informações.

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