Exército tem novo comandante no Noroeste Amazônico

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General Danilo Mota Alencar assumiu o comando na terça-feira (16/4) em cerimônia na 2ª Brigada de Infantaria de Selva com a presença do presidente da Funai, general Franklimberg Ribeiro de Freitas

Com cerca de 2.500 militares, dos quais aproximadamente 1.800 indígenas de 23 etnias, a 2ª Brigada de Infantaria de Selva, situada em São Gabriel da Cachoeira (AM), tem um novo comandante: General Danilo Mota Alencar. Vindo do Rio de Janeiro, onde servia no departamento de Educação e Cultura do Exército, o novo general substitui o General Omar Zendim, que ocupará posto no Comando Militar da Amazônia (CMA), em Manaus. A cada dois anos o comando é trocado na Brigada, considerada de importância estratégica por estar situada na tríplice fronteira Brasil, Venezuela e Colômbia no Noroeste da Amazônia.

“Trabalhamos no sentido de fortalecimento da ação do Estado na Amazônia, da proteção da floresta e da população brasileira de ascendência indígena que aqui vive, deixando-os amparados em vários aspectos, principalmente, na área de saúde. E também protegidos de ações nefastas causadas pela mineração ilegal e pelo narcotráfico”, ressaltou Zendim durante a troca do comando.

“Os ilícitos transfronteiriços e ambientais foram severamente combatidos por meio de inúmeras operações realizadas, principalmente em relação ao narcotráfico com a apreensão de quase uma tonelada e meia de drogas e no combate ao garimpo ilegal. Assim, ampliamos a fiscalização nos Rios Negro e Uaupés para contribuir com a melhoria da qualidade de vida das comunidades indígenas”, enfatizou o general César Augusto Nardi de Souza, comandante do Comando Militar da Amazônia, sobre os dois anos do comando de Zendim, com quem trabalhará diretamente no CMA.

A área de atuação da Brigada tem 1.700 quilômetros de fronteira com a Colômbia e a Venezuela. Abrange os municípios de Barcelos, Santa Isabel do Rio Negro e São Gabriel da Cachoeira, somando um total de 294.507 km² no Amazonas. A partir da Brigada são comandados sete pelotões de fronteira (PEFs), todos situados em terras indígenas demarcadas (PEFs de Maturacá, na TI Yanomami; Iauaretê, Querari, São Joaquim, Tunuí Cachoeira, São Joaquim, na TI Alto Rio Negro e Cucui, na TI Cué-Cué Marabitanas).

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