Grafiteiro Raiz chega a São Gabriel da Cachoeira (AM) para, junto com juventude local, revitalizar áreas da cidade

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Juliana Radler

A convite da Rede de Comunicadores Indígenas do Rio Negro, o expoente do grafite nacional vai apoiar a mobilização dos jovens da cidade para pintar dois grandes muros e a fachada da nova biblioteca da Foirn.

O artista baiano que passou a infância na terra dos Waimiri-Atroari, Rai Campos, conhecido por “Raiz”, chega nessa quarta-feira (21/2) à cidade mais indígena do Brasil, São Gabriel da Cachoeira. O grafiteiro de 26 anos, morador de Manaus, desembarca com uma missão especial: revitalizar um espaço urbano junto com a juventude local, pintando dois grandes muros e, também, a fachada da nova biblioteca da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (Foirn).

O convite para o trabalho voluntário partiu da Rede de Comunicadores Indígenas do Rio Negro, um grupo de jovens de oito diferentes etnias - Tukano, Tariano, Dessana, Tuyuka, Baré, Baniwa, Yanomami e Wanano. A mobilização envolverá parte do grupo que fica na cidade, junto com os Departamentos de Jovens e de Mulheres da Foirn e da equipe local do Instituto Socioambiental(ISA). A iniciativa tem o apoio do ICMBio (Instituto Chico Mendes) e do Exército brasileiro.

Raiz é, hoje, considerado um dos maiores grafiteiros do Brasil, com murais expressivos em várias capitais do país, sobretudo, em Manaus, onde vive e estuda Artes Visuais na Universidade Federal do Amazonas (UFAM). Seus trabalhos são repletos de imagens dos povos indígenas e ribeirinhos, da fauna e da flora amazônica, utilizando técnicas mistas em muros, palafitas e viadutos.

Ganhando projeção nacional, Raiz representou o Amazonas na quarta edição do Festival Internacional Concreto, em Fortaleza (CE), em novembro de 2017, e no IV Graffita Roraima, em Boa Vista. O artista realizou, recentemente, uma turnê pela Bahia, Paraíba, Pernambuco, São Paulo e Rio de Janeiro em um processo de divulgação do seu trabalho e intercâmbio com outros artistas.

Para Raiz, o muralismo também se apresenta como ferramenta de resistência social. Em seus trabalhos, procura sensibilizar a juventude local para questões socioambientais em oficinas de trabalho coletivo. Seu trabalho pode ser visto em suas redes sociais: facebook.com/raiz.campos e no Instagram como @raiz.campos.

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