GaleriAmazônica lança campanha para manter geração de renda de artesãos indígenas e ribeirinhos

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Iniciativa da Associação Comunidade Waimiri Atroari em parceria com o ISA compra peças com preço definido pelo produtor, mas pandemia derrubou o número de visitantes e comercialização
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Com a queda brusca no número visitantes em Manaus (AM) em virtude da pandemia da Covid-19, a GaleriAmazônica lança a campanha de arrecadação #GaleriAmazônicaViva!, um esforço para manter o compromisso social de longo prazo da galeria com os povos da floresta.


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Há 12 anos, a iniciativa comercializa sem fins lucrativos o trabalho de artesãs e artesãos com base nos princípios do comércio ético e justo. A compra das peças é feita pelo valor definido pelos produtores para, com transparência, viabilizar seus modos de vida e saberes tradicionais.

Gerida pela Associação Comunidade Waimiri Atroari (ACWA) em parceria com o Instituto Socioambiental (ISA), a GaleriAmazônica mostra ao mundo a força e a resistência dos povos da floresta, que são exemplo no manejo dos recursos naturais de seus territórios e continuam firmes produzindo um artesanato único, de alta qualidade, capaz de encantar visitantes de todo o Brasil e do exterior.

Ao todo, a galeria já atendeu artesãs e artesãos de cerca de 40 povos indígenas e comunidades tradicionais, representados por suas associações e cooperativas.

“A GaleriAmazônica é a maior incentivadora do nosso artesanato”, afirma Sandreia Gonçalves, mestra Sateré Mawé, especialista em colares de morototó. “Sou uma das muitas artesãs que levam seus produtos para eles. Sem eles hoje, muitos desistiriam de trabalhar. Em outros locais, ninguém dá o valor que eles dão pra gente.”

Com o valor arrecadado com a campanha, a GaleriAmazônica pretende cobrir os custos fixos de operação e comprar novas peças para manter a geração de renda, valorizar o trabalho e o conhecimento das comunidades e fortalecer suas organizações.

As recompensas para os doadores são nove diferentes kits de produtos com livros, camisetas e peças de artesanato como as pulseiras do povo Waimiri Atroari, os cestos produzidos pelo povo Baniwa, máscaras do povo Tikuna e arraias de madeira do povo Baré.

“Para nós, a comercialização é um meio, um elo de ligação entre produtores e compradores. Estamos defendendo os direitos dos povos da floresta”, ressalta Maria da Fé de Souza Moreira, diretora da ACWA e gestora da GaleriAmazônica.

“O valor de cada peça de arte viabiliza retorno financeiro às comunidades indígenas e tradicionais do Amazonas, dá visibilidade à representação da cultura material dos povos da Amazônia, e gera recursos para manutenção de um espaço físico acolhedor aos artesãos e visitantes”, afirma.


Roberto Almeida
ISA

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