Linha do tempo: Salles abre a porteira e desmatamento avança na pandemia

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Resgatamos quais foram as principais medidas de desmonte ambiental do ministro do Meio Ambiente, a "boiada do Salles"; o resultado é a floresta no chão
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Desde que assumiu o Ministério do Meio Ambiente, Ricardo Salles tenta desmontar a fiscalização ambiental no Brasil, abrindo espaço para o desmatamento. Não à toa, o Ministério Público Federal pede o seu afastamento do cargo por improbidade administrativa. Para o MPF, Salles promoveu a desestruturação de políticas ambientais e o esvaziamento de preceitos legais para favorecer interesses que não têm qualquer relação com a finalidade da pasta que ocupa.

Em 22 de abril, Salles torna essa intenção explícita. Durante reunião interministerial com o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), Salles propõe aproveitar as atenções voltadas à pandemia para mudar normas infralegais, ou seja, normativas que não precisam de projeto de lei para serem alteradas. “É hora de ir passando a boiada”, ele fala.

A ideia de Salles é se aproveitar da morte de milhares de brasileiros para intensificar seu processo de desmonte da proteção ambiental. O resultado é direto: o desmatamento bate recordes, mês a mês. E a temporada de seca, mais propícia para o corte da floresta, acaba de começar. Foram 3.086 km² desmatados apenas em 2020, um aumento de 26% em relação ao mesmo período em 2019.

O Instituto Socioambiental realizou um levantamento nos diários oficiais e em notícias do período da pandemia e compilou algumas dessas medida.

Assista ao vídeo:

Antonio Oviedo, Beatriz Murer, Clara Roman, Silvia Futada, Tiago Moreira
ISA
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