O Instituto Socioambiental (ISA) lança nesta terça-feira (30/09) o segundo episódio da primeira temporada do podcast “Floresta no Centro”, criado para estimular escutas e trocas sobre territórios, culturas e resistências.
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Da esquerda para a direita: Luma Prado, Auá Mendes, Chirley Pankará, Fernanda Quechua e Natali Mamani, durante evento "Mulheres indígenas no centro"|Claudio Tavares/ISA
Na conversa "Mulheres indígenas na cidade", a artista Auá Mendes, do povo Mura, a pedagoga e doutora em antropologia Chirley Pankará, do povo Pankará em Pernambuco, a artista andina Fernanda Quechua, natural da Bolívia, e Natali Mamani indigena Aymara, cineasta da rede Katahirine, refletem sobre os caminhos e atravessamentos de suas vivências urbanas, marcadas por arte, memória, enfrentamento e pertencimento. Com a mediação de Luma Prado, historiadora, pesquisadora e articuladora no ISA, elas também compartilham formas de resistir nas cidades, mantendo vivas suas raízes e modos de vida.
O podcast é gravado durante os eventos presenciais no espaço do ISA na Galeria Metrópole, na capital paulista. Lá, saberes de comunidades do Xingu, Rio Negro e Vale do Ribeira, são apresentados para os visitantes por meio de eventos presenciais e oficinas e comercialização de publicações da organização e de parceiros, jóias, objetos de decoração e alimentos.
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As convidadas refletem sobre os caminhos e atravessamentos de suas vivências urbanas|Claudio Tavares/ISA
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A conversa teve mediação de Luma Prado, historiadora, pesquisadora e articuladora no ISA|Claudio Tavares/ISA
Com a realização do Instituto Socioambiental (ISA), o projeto faz parte de um esforço coletivo para amplificar vozes originárias e tradicionais.
Créditos Identidade visual: Camaleão Captação de áudio, identidade sonora e edição: Voz Ativa Produções
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Professores recebem formação para ampliar acesso ao PNAE em escolas indígenas do Rio Negro
Implementação do Programa Nacional de Alimentação Escolar enfrenta grandes desafios logísticos e estruturais diante da extensão territorial, conectividade e acesso à informação
Cerca de 60 professores da rede municipal de São Gabriel da Cachoeira (AM), além de nutricionistas e gestores, participaram entre os dias 16 e 19 de setembro da Oficina de Multiplicadores do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) e demais políticas públicas alimentares no Território Rio Negro. Realizada no Telecentro do Instituto Socioambiental (ISA), a atividade teve como objetivo formar os professores como facilitadores na elaboração de projetos para o PNAE em escolas indígenas de comunidades onde o programa ainda não atingiu.
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Cerca de 60 pessoas, entre professores, gestores e parceiros, participaram da Oficina de Multiplicadores do PNAE|Juny Venceslau Cardoso
O PNAE é uma das principais políticas públicas voltadas à segurança alimentar e nutricional de estudantes da rede pública. No Rio Negro, sua implementação enfrenta grandes desafios logísticos e estruturais diante da extensão territorial, conectividade e acesso a informação.
Somente em São Gabriel da Cachoeira, há 259 escolas da rede pública municipal, das quais 251 estão em comunidades indígenas, onde a gestão cotidiana é feita pelos próprios professores. Neste universo, o programa chegou a 53 comunidades em 2024 e, em 2025, ampliou seu alcance para 66, o que torna a oficina ainda mais relevante para fortalecer e ampliar a política na região, valorizando a cultura alimentar dos povos e gerando renda para as famílias.
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Mapa mostra onde estão localizadas as escolas indígenas municipais e a presença do PNAE na região|Renata Alves/ISA
“Por isso não convidamos os agricultores, e sim os professores. Porque é o professor quem recebe a merenda, que registra no relatório a entrega dos agricultores”, explica Andreia Damasceno, assessora técnica do ISA responsável pela atividade. Segundo ela, os convidados vieram justamente de comunidades distantes, nas calhas dos rios, onde a equipe de assessoria dificilmente chega com frequência, em uma estratégia para ampliar o acesso ao programa.
Considerando esse contexto, a programação combinou momentos de exposição e prática, onde os professores e gestores puderam, com apoio dos facilitadores, compreender as normativas, ler e preencher coletivamente as etapas do processo de venda ao PNAE, além de mapear os alimentos disponíveis em cada comunidade ao longo do ano.
O nutricionista Ricardo Colares, do Centro Colaborador em Alimentação e Nutrição Escolar (Cecane), ligado à Universidade Federal do Amazonas (Ufam), foi um dos parceiros e facilitadores da oficina. Ele explica que a efetivação do programa em territórios remotos, como o Rio Negro, representa um passo essencial no resgate da cultura alimentar indígena.
“Por muitos anos, as escolas receberam alimentos industrializados, que descaracterizaram os hábitos alimentares locais. Hoje, o PNAE permite valorizar e reintroduzir alimentos tradicionais, como galinha caipira, peixe, goma, farinha, beiju e pé de moleque, substituindo enlatados por uma alimentação mais saudável”, ressalta.
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Ricardo Colares, nutricionista do Centro Colaborador em Alimentação e Nutrição Escolar (CECANE/UFAM) também falou durante a oficia|Ana Letícia Pastore/ISA
No decorrer da programação, Ricardo explicou quais alimentos são permitidos no PNAE, conforme a Nota Técnica nº 03/2020 – 6ª CCR, esclareceu as diferenças entre Chamada Pública dos PCTs e Chamada Pública Geral do PNAE e apoiou o mapeamento da produção agrícola para fornecimento ao programa. Sua contribuição trouxe elementos técnicos que ajudaram a aproximar a política da realidade das comunidades locais.
“Depois de várias reuniões no Ministério Público Federal, com órgãos da Vigilância Sanitária, do MAPA [Ministério da Agricultura e Pecuária], da [Fundação Nacional dos Povos Indígenas] Funai e outros parceiros, foi elaborada a nota técnica que facilitou o acesso do agricultor. A partir dela, não é mais necessário que um alimento passe por inspeção e protocolo sanitário, pois se reconhece que os povos indígenas produzem e consomem seus alimentos de acordo com métodos tradicionais praticados há milhares de anos”, afirma.
Segundo Andréia, a dinâmica permitiu aproximar o planejamento da realidade da produção local e das especificidades culturais da alimentação indígena, uma vez que envolveu a participação de órgãos e técnicos responsáveis pela elaboração dos editais de chamamento no município, reforçando o diálogo entre as partes envolvidas e garantindo que os processos possam ser mais adequados à disponibilidade de alimentos em cada região.
Nesta perspectiva, a nutricionista Alexandra Maria Melgueiro Delia, responsável técnica pela alimentação escolar indígena em São Gabriel da Cachoeira, avalia que a oficina representa um avanço fundamental na execução da política.
“O município é de grande extensão territorial, com comunidades de difícil acesso, onde muitas vezes não conseguimos chegar. Trazer os professores para cá e capacitá-los para elaborarem os projetos junto com os agricultores é de grande relevância. A alimentação escolar só tende a ganhar, porque gera renda no município, valoriza a cultura e garante uma oferta de comida adequada, saudável e nutritiva para as nossas crianças”, destaca.
Professor em Vista Alegre, no médio Rio Içana, João Cláudio conta que, após a formação, vai poder orientar as famílias da sua região, que muitas vezes não conseguem acessar o programa devido à burocracia e à distância da cidade para organizar a documentação necessária.
O PNAE, relata o professor, ainda não chegou à escola da comunidade e os próprios pais, para complementar a merenda escolar, costumam fazer o “ajuri”, ou seja, se juntam para entregar frutos e outros produtos das roças e quintais de forma voluntária e gratuita. Para ele, a capacitação representa a possibilidade de planejar melhor a produção local, fortalecer a participação das famílias e fazer com que os alunos possam consumir alimentos regionais no lugar dos industrializados.
“Eu fiquei satisfeito, porque já vou poder ajudar os familiares lá, os pais dos alunos principalmente, para entender qual é a necessidade para nossas regiões, orientar e eles também poderem receber por isso”, avalia o professor.
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Professor e gestor da escola na comunidade de Maturacá, na TI Yanomami, João Vicente Vilela, ressalta a importância do PNAE|Vanessa Fernandes/ISA
O professor João Vicente Vilela, do povo Yanomami, é o responsável pela gestão da Escola Municipal Indígena Horoinã, na comunidade de Maturacá, na Terra Indígena Yanomami no Amazonas, e conta que o programa era conhecido pelo nome, mas sem detalhamento de como realmente funcionava.
A partir da oficina, ele conta que pôde compreender as normativas e o direcionamento do programa, o que lhe permitirá levar informações concretas para sua comunidade e incentivar os agricultores a apoiarem as escolas.
“O PNAE é importante para a gente, porque ele faz um complemento, ele valoriza as merendas regionais voltada para a nossa realidade, para não só se focar na merenda industrial”, completa.
A oficina é uma ação que integra o projeto de processos de estruturação, governança, conexão com o mercado e incidência política para a promoção das cadeias de valor de turismo de base comunitária e de produtos da sociobiodiversidade de comunidades indígenas no Rio Negro, realizado pelo ISA com apoio financeiro do BNDES e Fundo Amazônia.
A atividade contou com a parceria da Secretaria Municipal de Educação e Educação Escolar Indígena (Semedi) e do Cecane/Ufam, além do apoio da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (Foirn), Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Estado do Amazonas (Idam), Secretaria Municipal do Interior, Produção e Abastecimento (Seminpa), Funai e ICMBio.
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Povo Xetá traz suas histórias e artes à Floresta no Centro, do ISA
Evento em São Paulo recebe lideranças indígenas Xetá – que foram vítimas de uma tentativa de extermínio nos anos 1940, no Paraná, e hoje usam suas artes e saberes para lutar por seus direitos
No dia 25 de setembro, quinta-feira, às 19h, o espaço Floresta no Centro, em São Paulo (SP), do Instituto Socioambiental (ISA), receberá o evento “Artes e resistências do povo Xetá”, uma roda de conversa com as lideranças indígenas Itakã Xetá (Claudemir da Silva), guardião dos cantos e da língua Xetá, e Arwáj Xetá (Dival da Silva), artesão e guardião das histórias xetá.
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Familiares e lideranças reunidos no Encontro do Povo Xetá, na TI São Jerônimo da Serra, em 2019, no Paraná|Douglas Fróes/MAE/UFPR
O evento tem como objetivo trazer para diálogo as memórias e saberes que vêm sendo utilizadas por esse povo para resistir ao genocídio ao longo de décadas de resistências e retomada.
A mediação fica a cargo do antropólogo não indígena Rafael Pacheco, pesquisador do Centro de Estudos Ameríndios da Universidade de São Paulo (CEstA-USP). O evento é uma realização do ISA em parceria com a Associação Indígena da Etnia Xetá (AIEX).
Nos anos 1940, no Paraná, o povo Xetá resistiu a uma tentativa de extermínio que reduziu sua população, gerando um grave processo de desagregação social. Neste período, a colonização no noroeste do Paraná levou à invasão do território xetá, cujas terras foram ilegalmente cedidas pelo Estado a empresas privadas, como a Companhia Brasileira de Imigração e Colonização (Cobrimco).
Hoje o povo se recuperou e são mais de 200 pessoas xetá, que vivem em diferentes regiões do estado do Paraná, e que periodicamente se reúnem em “encontros pela vida” – buscando reunir seus parentes, recuperar sua língua e demarcar seu território, a Terra Indígena Herekarã Xetá – uma área de aproximadamente 3000 hectares, localizada no município de Ivaté, no Paraná, mas que ainda não teve seu processo de demarcação finalizado.
Um dos primeiros encontros foi realizado em 1997, com o apoio do ISA, em Curitiba, reunindo alguns dos sobreviventes do genocídio xetá para discutir perspectivas de futuro para seus descendentes e contornar a disperação e separação forçadas. Em 2019, aconteceu o mais recente desses encontros, que foi relatado por Dival da Silva, Claudemir da Silva e Rafael Pacheco no livro Povos Indígenas no Brasil 2017-2022, do ISA, e reuniu familiares de diversas localidades na TI São Jerônimo da Serra, onde está um dos maiores núcleos populacionais dos Xetá na atualidade.
O evento abordará os cantos, memórias e histórias Xetá, propondo um mergulho nos aspectos contemporâneos da vida xetá na importância de seus saberes e fazeres tradicionais para fortalecer seu modo de existir. Além da roda de conversa, o evento contará ainda com a venda de artesanatos e a exibição do documentário “Somos Xetá”, dirigido pelos cineastas Nyathe, Tikone e Leandro Xetá.
Serviço
Evento: “Artes e resistências do povo Xetá” – Roda de conversa com lideranças indígenas e guardiões das artes xetá, com Itakã Xetá (Claudemir da Silva) e Arwáj Xetá (Dival da Silva) e Rafael Pacheco (CEstA-USP) Data: Quinta-feira, 25 de setembro de 2025 Horário: 19h Local: Floresta no Centro. Av. São Luiz, 187 - Galeria Metrópole - loja 28 - 2º piso - São Paulo (SP)
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‘Memórias do Cacique’: Raoni nos fortalece e ensina a sonhar
Trajetória em defesa dos povos indígenas ganha registro inédito em livro escrito com seus netos, com ensinamentos sobre política, espiritualidade e cosmologia Mẽbêngôkre-Kayapó
O cacique Raoni Mẽtyktire lançou na última terça-feira (09/09), no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), em Brasília, o livro Memórias do Cacique. Reconhecido como uma das vozes mais influentes do Brasil na defesa dos povos indígenas e de seus territórios, Raoni iniciou seu ativismo em 1960, aprendeu português e teve papel fundamental na demarcação de Terras Indígenas e no reconhecimento dos direitos indígenas na Constituição de 1988.
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“Me escutem! Minhas palavras são para o nosso bem viver, quero que vocês sejam felizes”, disse Raoni Mẽtyktire emocionado durante a cerimônia de lançamento de seu livro|Kamikia Kisedje/Rede Xingu+
O lançamento contou com a mediação de Danna Dantas (Companhia das Letras) e a participação de Raoni Mẽtyktire, seus netos Beptuk Metuktire, Patxon Mẽtyktire, Paimu Txucarramãe, e do antropólogo Fernando Niemeyer.
Sua biografia vai muito além da longa trajetória em defesa dos povos indígenas: reúne um percurso etnográfico sobre a vida social, mitologia e cosmopolítica Mẽbêngôkre-Kayapó a partir de suas memórias e sonhos.
Raoni pertence ao povo Mẽbêngôkre, também conhecidos como Kayapó, subgrupo Mẽtyktire e falantes de línguas do tronco macro-jê.
Em Memórias do Cacique, o leitor acompanha a trajetória de Raoni Mẽtyktire a partir da conversão da sua memória oral em sua língua materna para a forma escrita em português brasileiro.
Os relatos, dirigidos inicialmente a seus netos, foram por eles traduzidos e editados em parceria com o antropólogo Fernando Niemeyer, que elaborou a pesquisa e o roteiro para orientar as entrevistas.
Muitos netos de Raoni participaram da elaboração da obra, principalmente os que assinam o prefácio, Beptuk Metuktire, Patxon Mẽtyktire e Paimu Txucarramãe compartilharam com o público a trilha de construção de Memórias do Cacique.
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“Todas essas histórias irão servir para as próximas gerações, para os Mebêngôkre-Kayapó que não vão conhecer o meu avô, mas poderão conhecer essa história”, afirmou Paimu Txucarramãe sobre a importância do livro|Kamikia Kisedje/Rede Xingu+
“Começamos desde o início com outros netos, como o finado Bepro, que foi uma das pessoas mais importantes nessa construção, e o Roiti Metuktire. Foi um trabalho de união e harmonia, em que todos nós estávamos juntos, aprendendo e compartilhando as mensagens do nosso avô. O processo de construção do livro é como um museu de conhecimento e quando nosso avô se for, nós seremos o museu dele. Vamos continuar transmitindo para nossos filhos e netos tudo que aprendemos durante a construção do livro”, compartilhou Beptuk Metuktire.
Patxon Mẽtyktire contou que sempre traduziu assuntos políticos para o seu avô. Ser um dos tradutores de Memórias do Cacique levou-o a entrar em contato com todo o universo cosmológico presente na memória de Raoni.
“Foi um aprendizado, pois ele contou coisas que a gente não sabia, da época dele de criança antes do contato. Ele falou sobre suas primeiras visões de pajé, a maneira como os Mẽbêngôkre-Kayapó se relacionam socialmente, as falas rituais, e teve um momento que olhamos um para o outro e perguntamos, e aí, como vamos traduzir isso para o português?”, contou durante a cerimônia.
“Eles sentiram o peso dessa responsabilidade. Na cultura deles é dever de um avô explicar a tradição e é dever de um neto aprender com o avô. Vimos eles fazendo deste livro um processo da reprodução da cultura Mẽbêngôkre-Kayapó de outra forma”, disse Fernando Niemeyer.
Para o antropólogo, que atua com os Mẽbêngôkre-Kayapó desde 2011, Raoni é eterno e é uma honra ser conterrâneo e contemporâneo dessa grande liderança.
“Daqui a muitos séculos Raoni será lembrado, e ele deixar esse livro para as próximas gerações Kayapó, e para a nossa sociedade, é uma contribuição muito importante que ele queria trazer. Tivemos o privilégio de apoiá-lo. Quem está perto dele sente essa força e vocês, que estão no mesmo espaço que ele, conseguem sentir a força que ele carrega”, disse.
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O antropólogo Fernando Niemeyer foi o responsável pela pesquisa e organização da publicação, com os netos linguistas e comunicadores de Raoni Mẽtyktire|Kamikia Kisedje/Rede Xingu+
“É uma trajetória que, espero, nós tenhamos coragem para chegar perto do que o nosso avô é”, afirmou emocionado Patxon Mẽtyktire.
Com a biografia, Raoni deixa ensinamentos muito importantes sobre sua luta, como a demarcação de territórios e conquistas de direitos para os povos indígenas. Ele também ensina que sua luta política é indissociável da dimensão xamânica, do lugar que ele acessa como pajé, da sua relação com os espíritos dos animais, dos peixes, das chuvas e dos ventos.
“Quero aproveitar e falar sobre minhas visões, pois sou pajé também. Tenho visto várias coisas, por exemplo: cheguei a encontrar os donos dos ventos e eles me mostraram que os ventos fortes estavam arrancando todas as folhas. Eu vi. Pude ver também pessoas que tem luz. E eles me disseram que essas ações na terra, como desmatamento, traz calor cada vez mais forte. Sei que na Câmara tem projetos de destruição e fico preocupado com a consequência que isso pode trazer para nós. Coisas muito ruins podem acontecer.”
Para Raoni, ao desmatar não perderemos apenas árvores, mas todo um universo de espíritos, fundamentais para o equilíbrio da vida.
Ele mostra também como o sonho é importante, uma forma de agir no mundo e transformar a realidade, algo que outros intelectuais indígenas como Davi Kopenawa e Ailton Krenak trazem em seus livros: uma forma de agir no mundo. Com um estilo que aproxima o leitor das memórias e dos sonhos dos Mẽbêngôkre-Kayapó, Raoni convida a sonhar a partir da cosmologia de seu povo, em uma narrativa que torna o estado de vigília como um importante momento para as decisões que orientam a política e a vida social entre os Mẽbêngôkre-Kayapó desafiando a maneira como a sociedade não indígena não leva em consideração a importância dos sonhos para suas vidas.
Beptuk Metuktire disse que, durante a construção do livro, seu avô sempre falou que é pajé e os netos sabem que ele é pajé. “Eu costumo comentar que enquanto estávamos gravando o meu avô surgiam cobras e corujas na janela do quarto, nos olhando. Acredito que era o chamado da natureza para construir esse livro”.
Entender como podemos aprender a sonhar, como Raoni, talvez seja o primeiro passo para escutar o chamado da natureza e viver em paz.
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A deputada federal Célia Xakriabá marcou presença na cerimônia de lançamento do livro, celebrando a trajetória de luta e resistência do cacique|Kamikia Kisedje/Rede Xingu+
O livro Memórias do Cacique é uma publicação da Companhia das Letras e contou com o apoio do Instituto Socioambiental (@socioambiental), do Instituto Sociedade, População e Natureza (@ispn_brasil) e do Instituto Raoni (@institutoraoni).
Durante a organização da cerimônia de abertura, os netos discutiram a sequência dos cantos e escolheram finalizar a cerimônia com o Kôrãti, que é um canto que os Mẽbêngôkre-Kayapó cantam para celebrar grandes conquistas. O canto consta no primeiro capítulo do livro, e faz parte do episódio mítico da origem da agricultura e diferenciação dos povos. “O livro foi uma grande vitória para nós, conseguimos concluir depois de cinco anos e estamos apresentando ele para vocês, por isso agora vamos cantar o Kôrãti:
Kôrãti…Krãtôitxô kamã arôrô arôrô ne kôrãti krãtôitxô kamã arôrô arôrô Grande surubim sobre o tracajá boia boia E o grande surubim sobre o tracajá boia, boia
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Mato Grosso atualiza portaria e facilita emissão de nota fiscal por indígenas e quilombolas
Norma corrige lacuna histórica e amplia acesso a programas de compras públicas no estado; negociações foram conduzidas pela Comissão de Alimentos Tradicionais dos Povos no Mato Grosso, e contaram com apoio do ISA e do Instituto Centro de Vida (ICV)
Indígenas e quilombolas do estado do Mato Grosso passaram a contar, nesta semana, com uma nova norma específica que facilita a emissão de notas fiscais para esses povos. Foi publicada nesta quarta-feira, 10/09, a alteração na Portaria nº 131/2025 da SEFAZ-MT, com um capítulo específico que regulamenta a inscrição estadual por esses povos, condição para obtenção da nota fiscal.
A medida inédita corrige uma lacuna que até então dificultava a participação de produtores indígenas e quilombolas em programas de compras públicas, como as destinadas à alimentação escolar, por meio do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) ou Programa de Aquisição de Alimentos (PAA).
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Dois dos alimentos entregues para as escolas via Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE)|Ana Amélia Hamdan/ISA
Com a nova portaria, Mato Grosso se torna o primeiro estado brasileiro a regulamentar de forma específica inscrição estadual, facilitando a emissão de notas fiscais por povos indígenas e quilombolas. A regra vale a partir de sua publicação.
A mudança atende a uma demanda histórica e é resultado de mais de um ano de negociações conduzidas pela Comissão de Alimentos Tradicionais dos Povos no Mato Grosso (Catrapovos-MT), com apoio de entidades como Funai, Ministério Público Federal (MPF), Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer) e Secretaria de Estado da Educação do Mato Grosso (Seduc), além de organizações da sociedade civil, como o Instituto Socioambiental (ISA) e o Instituto Centro de Vida (ICV).
Antes, para obtenção da inscrição estadual, havia a exigência de comprovação da posse da terra, o que inviabilizava a inscrição estadual e afastava a emissão de nota fiscal e acesso a benefícios tributários.
O processo de mudança começou em 2023, quando a Catrapovos-MT – espaço de articulação para a adequação de políticas públicas à realidade desses grupos – criou um grupo de trabalho para acompanhar um projeto-piloto de chamada pública voltada à aquisição de alimentos produzidos por povos indígenas, quilombolas e comunidades tradicionais.
A experiência ocorreu na Escola Estadual Indígena Hadori, do povo Iny-Karajá (TI São Domingos, Luciara-MT), que já havia manifestado a demanda de incluir preparos tradicionais no cardápio escolar e adquirir alimentos da própria comunidade.
Com articulação de diversos atores – DRE-Confresa/SEDUC, Empaer, Cecane-IFMT, Catrapovos-MT, MPF e Funai – seis produtores locais foram contemplados e realizaram entregas de alimentos. O piloto, entretanto, esbarrou em um obstáculo decisivo: a emissão de notas fiscais, inviabilizada pela dificuldade de obtenção da inscrição estadual pelos produtores indígenas.
A partir daí, em 2025, foi criado o GT-NF, que reuniu Catrapovos-MT, Sefaz-MT, Seduc-MT, Associação Mato-grossense de Municípios (AMM), MPF e Funai para construir soluções. O esforço culminou na redação aprovada agora, em agosto de 2025.
Conforme a portaria, a adequação das normas institucionais e a simplificação das atividades operacionais têm o intuito de fomentar as políticas públicas e a entrega de resultados.
Com a nova medida do estado do Mato Grosso, abre-se caminho para que essas populações tenham maior participação em programas públicos. A decisão pode influenciar a futura política tributária nacional.
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Produtores indígenas e quilombolas vendem insumos para a alimentação escolar, por meio do PNAE ou PAA|Lidiane Taverny Sales
Mais agricultura familiar e tradicional na alimentação escolar
Os povos e comunidades tradicionais e agricultores familiares receberam outra boa notícia. A Câmara dos Deputados aprovou nesta semana projeto de lei que aumenta de 30% para 45% o mínimo de recursos do PNAE direcionados à compra de gêneros alimentícios diretamente da agricultura familiar.
Conforme a Agência Câmara de Notícias, o texto já passou pelo Senado e será enviado à sanção presidencial. A nova medida vale a partir de 2026.
Essa ampliação fortalece os sistemas agrícolas tradicionais dos indígenas, quilombolas e outros povos e comunidades. Além de atuar na segurança alimentar, essa é também uma forma de proteger o meio ambiente, modos de vida e cultura. As roças tradicionais são cultivadas em meio às florestas e campos, ou seja, ao mesmo tempo produzem alimentos e promovem o cuidado com a água, com a biodiversidade e com o clima.
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Atix comemora 30 anos de atuação com protagonismo indígena no Xingu
Criada em 1995, a Atix atuou e atua com sucesso em melhorias das condições de transporte, saúde e educação, na geração de renda, proteção do território e valorização de suas culturas
André Villas-Bôas
- Secretário executivo da Rede Xingu+ e sócio-fundador do ISA
Em 2025, a Associação Terra Indígena Xingu (Atix) completa 30 anos de trajetória marcada pelo protagonismo indígena e pela construção de novas formas de diálogo com o estado brasileiro e a sociedade.
Criada no início da década de 1990, a associação surgiu em um contexto de mudanças nas políticas indigenistas. Até então, a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) concentrava praticamente todas as responsabilidades sobre os povos indígenas, como assuntos relacionados à educação, saúde, fiscalização e demarcação de terras, em uma relação marcada pelo paternalismo estatal.
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Dança Kuikuro, celebração dos 20 anos da Associação Terra Indígena do Xingu (Atix), aldeia Moygu do povo Ikpeng, Parque Indígena do Xingu (PIX)|Letícia Leite/ISA
Com a descentralização dessas políticas, lideranças dos povos do Xingu perceberam a necessidade de se organizar de forma independente para garantir seus direitos e estabelecer conversas diretas com diferentes esferas do poder público, incluindo governos estaduais e municipais, além de frentes de cooperação internacionais. Foi assim que, inspirados em modelos de organização externos à sua cultura e diante da urgência de proteção do território que fundaram a Atix para que pudessem representar seus próprios interesses.
Nesse processo, o ISA, também recém criado a partir da experiência do Centro Ecumênico de Documentação e Informação (Cedi), se consolidou como importante aliado dos xinguanos por muitos anos, com o papel de fortalecer a estrutura da Atix e promover capacitação técnica, respeitando a autonomia e independência dos povos. O trabalho conjunto, especialmente ao lado de Mairawê Kaiabi, primeira grande liderança da associação, foi fundamental para consolidar a atuação da entidade.
Trinta anos depois, a Atix é reconhecida pela capacidade de gestão de seus projetos, pela articulação política com governos e instituições e pelo papel central na defesa dos direitos e do território dos povos do Xingu no estado do Mato Grosso. Para o ISA, ser parceiro dessa trajetória é motivo de orgulho. A Atix tem hoje total autonomia e protagonismo. O ISA é e sempre será um aliado, mas o caminho foi e continua sendo construído pelos próprios povos do Xingu.
Para somar na articulação, foi criado em 2019 o Movimento Mulheres do Território Indígena do Xingu (MMTIX), focado na emancipação e participação das mulheres de diversas etnias da região nas decisões políticas. Elas buscam também representatividade e visibilidade, tanto dentro como fora de suas aldeias. Entre suas inúmeras ações, estão projetos de geração de renda, ações emergenciais para enfrentamento da pandemia e contra o desmatamento.
Em um cenário político que ainda impõe desafios e ameaças aos direitos indígenas, a história da Atix reafirma a importância da organização e do trabalho coletivo. Seus 30 anos celebram a memória das lideranças que a fundaram e sustentaram em atuação estratégia, mas também a força de um movimento que soube transformar adversidades em conquistas de autonomia e fortalecimento cultural.
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EXPOTIX 2025 celebra os 30 Anos da ATIX e a diversidade de povos, culturas e alimentos do Xingu
Feira e comemoração reúnem representantes dos 16 povos do Território Indígena do Xingu (TIX) e conta com exposição de produtos tradicionais, troca de saberes e apresentações culturais, promovendo o fortalecimento das economias indígenas
O Território Indígena do Xingu (TIX) se prepara para celebrar a diversidade de povos, culturas e alimentos, além de fortalecer as economias indígenas. Entre os dias 16 e 19 de setembro acontece a 2ª Feira e Exposição dos Produtos do Território Indígena do Xingu (EXPOTIX), edição comemorativa dos 30 anos da ATIX (Associação Terra Indígena Xingu). O encontro acontece na aldeia Khikatxi, TI Wawi, e contará com representantes dos 16 povos do Território Indígena do Xingu.
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Assim como em 2023, EXPOTIX 2025 terá danças tradicionais e exposição de artesanato|Tairu Kayabi Juruna/Rede Xingu+ 2023
“A EXPOTIX e os 30 anos da ATIX mostram a força dos povos do Xingu em proteger a floresta e fortalecer uma economia sustentável com respeito à cultura e aos saberes tradicionais”, afirma o presidente da ATIX, Ianukula Kaiabi Suiá.
A ATIX atua, desde a sua fundação, em 1995, pela proteção territorial e promoção de direitos indígenas, no fortalecimento e adequação de políticas públicas e na valorização cultural, ambiental, social e econômica das comunidades.
A comemoração dos 30 anos da associação será no dia 16 com a presença do presidente atual, Ianukula Kaiabi Suiá, e seus antecessores. Haverá um torneio de arco e flecha para marcar a data, além de uma exposição com o histórico de lutas e conquistas da associação indígena.
No dia 17 terá início a EXPOTIX, ponto de encontro e troca, onde os participantes poderão apresentar suas produções, compartilhar técnicas e celebrar suas culturas. Entre as atrações estão os preparos tradicionais, numa proposta de restaurantes indígenas.
A feira contará com uma grande diversidade de itens, incluindo polvilho, farinha, sucos, banana, mel, pimenta e produtos como farinha de peixe e massa de pequi e murici. Haverá ainda a troca de mudas e sementes, fortalecendo a agricultura e a segurança alimentar na região. Além dos produtos tradicionais, haverá uma variedade de artesanatos.
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Entre as atrações estão os preparos tradicionais, com produtos como o pequi. Na foto, a semente do fruto|Rogério Assis/ISA
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O pequi é um alimento versátil e usado de diversas formas ajuda a fortalecer a cultura e a segurança alimentar na região|Rogério Assis/ISA
A EXPOTIX é também um espaço de diálogo e reflexão. Estão programadas rodas de conversa sobre temas importantes para as comunidades, incluindo os desafios e impactos das mudanças climáticas, adaptação e manejo do fogo.
Haverá uma roda de conversa específica das mulheres, onde serão relatadas as observações sobre os impactos dos extremos do clima no dia a dia das roças e da comunidade. Liderança e ativisita, Watakakalu Yawalapiti estará presente, assim como a coordenadora do Departamento de Mulheres da ATIX (ATIX-Mulher), Alawero Mehinako.
O evento também contará com discussões sobre o papel de iniciativas como o PAA (Programa de Aquisição de Alimentos) e PNAE (Programa Nacional de Alimentação Escolar) e as iniciativas da Comissão de Alimentos Tradicionais dos Povos (Catrapovos).
Para além de fortalecer a segurança alimentar, a diversidade da alimentação indígena compõe as economias da sociobiodiversidade - as economias dos povos indígenas e outros povos tradicionais -, que vêm se estabelecendo como essencial no combate à emergência climática.
Com economias que têm por base sistemas agrícolas e de saberes tradicionais, esses povos produzem cultura e alimentos e, ao mesmo tempo, preservam o ambiente. Dessa forma, suas práticas são promotoras de biodiversidade, cuidado com a água e regulação climática.
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O encontro acontece na aldeia Khikatxi, no Polo Wawi, TI Wawi, e contará com representantes dos 16 povos do Território Indígena do Xingu|Kamikia Kisedje
Programação cultural
A programação cultural será um ponto alto, com apresentações incluindo o artista Eric Terena e outros talentos indígenas locais, unindo a tradição com ritmos vibrantes.
Durante o encontro será exibido o filme Sukande Kasáká | Terra Doente, dirigido por Kamikia Khisêtjê e Fred Rahal e premiado em festivais. O filme mostra a pressão sobre o TIX do agronegócio, com o agrotóxico contaminando o solo, a água e os alimentos, e trazendo sérias ameaças para a saúde das comunidades.
Para fechar a EXPOTIX, será realizado um grande Moitará – ritual de troca –, fortalecendo relações e a economia que gera fartura e preserva a floresta.
O encontro é realizado pela ATIX em parceria com a SECEL/MT, Governo de Mato Grosso, Ministério da Cultura e Governo Federal, no âmbito do EDITAL Nº 08/2023/SECEL-MT CRIATIVO – Feiras de Economia Criativa e Solidária – Edição Lei Paulo Gustavo, com apoio da Embaixada da França no Brasil, Energisa MT, FUNAI, Instituto Socioambiental - ISA, Dsei - Xingu, Unifesp (Projeto Xingu), Imaflora, Rede de Sementes do Xingu, Rede Xingu Mais, AIK Produções, e Coiab.
Agenda
2ª ExpoTIX e comemoração dos 30 Anos da ATIX
16/09 - Cerimônia de comemoração dos 30 anos da ATIX
Atividades:
- Exposição do histórico da ATIX
- Danças e torneio de arco e flecha
17, 18 e 19/09 - 2ª ExpoTIX 2025
Atividades:
- Exposição e feira de produtos e artesanatos indígenas;
- Rodas de conversa sobre economia indígena e valores culturais, com participação de representantes do poder público, parceiros e lideranças indígenas;
- Danças e cantos culturais;
- Desfile da identidade cultural do Xingu;
- Shows com os artistas Maitaré Kaiabi, Mulekes da Aldeia. Participação especial do DJ Eric Terena;
- Encerramento com grande Moitará entre povos Xinguanos
Notícias e reportagens relacionadas
As principais informações sobre o ISA, seus parceiros e a luta por direitos socioambientais ACESSE TODAS
Webinário promovido pelo FNEEI, Anmiga e ISA debate a importância dos saberes indígenas nas salas de aula
Evento debate o edital Aldear a Educação Básica, iniciativa que busca premiar práticas pedagógicas, dentro e fora da escola, que fortaleçam a Lei nº 11.645
No dia 10/09, às 19h, acontece o webinário “Aldear a Educação Básica: saberes indígenas no fortalecimento da Lei nº 11.645”. O evento, promovido pelo Fórum Nacional de Educação Escolar Indígena (Fneei), a Articulação Nacional das Mulheres Indígenas Guerreiras da Ancestralidade (Anmiga) e o Instituto Socioambiental (ISA), será transmitido ao vivo no canal do Fneei no Youtube.
O evento contará com a participação de Chirley Pankará, assessora política da Anmiga, pedagoga, mestra em Educação e doutora em antropologia social; Joziléia Kaingang, doutora em antropologia e diretora-executiva da Anmiga; e Rita Potyguara, pedagoga, doutora em Educação, diretora da Faculdade Latino Americana de Ciências Sociais (Flacso BR) e coordenadora-executiva do Fneei. A mediação ficará a cargo de Martinha Guajajara, professora-gestora da Escola Municipal Indígena Guarani Para Poty Nhe'ē Ja, em Maricá (RJ), doutoranda em Educação pela UFF e coordenadora-executiva do Fneei.
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Chirley Pankará, Joziléia Kaingang e Rita Potyguara debatem a implementação da Lei nº 11.645|Claudio Tavares/ISA - Maria Carolina Botinhon/ISA - Arquivo pessoal
O encontro tem como objetivo promover um diálogo aprofundado sobre o ensino de histórias, saberes e culturas indígenas na educação básica brasileira, visando a efetivação da Lei nº 11.645/2008 que estabelece a obrigatoriedade do estudo da história e cultura afro-brasileira e indígena nas escolas públicas e privadas do País.
Além de debater o estado da arte da implementação da normativa, o webinário também visa ampliar a discussão pública e estimular a criação de propostas para o edital “Aldear a Educação Básica”. Lançado em 1º de setembro, a iniciativa capitaneada pelo FNEEI e pelo ISA irá premiar e reconhecer ações pedagógicas realizadas no ambiente escolar que contribuam para o fortalecimento da referida lei.
Ambas as iniciativas estão alinhadas a uma série de ações que visam a valorização da sociodiversidade indígena e a plena efetivação da lei, como o levantamento sobre o papel dos professores indígenas na aplicação da normativa, e da nota técnica “Lei 11.645/08: Ensino de História e Cultura Indígena”, lançada em dezembro de 2024.
Sobre o Fórum Nacional de Educação Escolar Indígena (Fneei)
O Fórum Nacional de Educação Escolar Indígena (Fneei) é um espaço de diálogo e articulação entre lideranças indígenas, educadores e o Estado, em defesa de uma educação escolar indígena específica, diferenciada e intercultural. Criado em 2015, o Fórum atua na promoção de políticas públicas que valorizem os saberes tradicionais, as línguas e os territórios indígenas, conforme previsto na Constituição e no Plano Nacional de Educação, reafirmando seu papel de resistência frente aos retrocessos nos direitos dos povos indígenas.
Sobre a Anmiga
A Anmiga é uma organização de mulheres originárias dos seis biomas do País – Amazônia, Mata Atlântica, Cerrado, Caatinga, Pampa e Pantanal. Por meio de uma construção coletiva, elas buscam fortalecer a luta pelo bem viver e por seus territórios, a partir do protagonismo das mulheres e da valorização de seus saberes tradicionais.
Serviço
Webinário “Aldear a Educação Básica: saberes indígenas no fortalecimento da Lei 11.645”
10 de setembro de 2025, às 19h (horário de Brasília)
Participantes: Chirley Pankará, Jozileia Kaingang e Rita Potyguara, com mediação de Martinha Guajajara
Transmissão pelo canal do YouTube do Fneei
Contato para a imprensa: Mariana Soares - marianasoares@socioambiental.org
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As principais informações sobre o ISA, seus parceiros e a luta por direitos socioambientais ACESSE TODAS
Livro de memórias de Raoni terá lançamento em Brasília
Um desejo de longa data da liderança histórica do povo Kayapó, obra é uma realização do Instituto Raoni e da Companhia das Letras, com apoio do ISA e do ISPN
O Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) recebe no dia 09 de setembro, às 19 horas, o evento de lançamento do livro Raoni-Memórias do Cacique. A obra concretiza um desejo de longa data do Cacique Raoni, e é uma realização do Instituto Raoni em parceria com a Companhia das Letras, com apoio do Instituto Socioambiental (ISA) e do Instituto Sociedade, População e Natureza (ISPN). O evento será aberto ao público, haverá sessão de autógrafo com o cacique e um diálogo com Raoni, seu neto Beptuk Metuktire e Fernando Niemeyer.
Ropni, aportuguesado como Raoni, pertence ao povo Mẽbêngôkre, também conhecido como Kayapó Cacique, pajé e cuidador de seu povo, tornou-se uma liderança que conheceu o mundo dos brancos, fez alianças pessoais e políticas, dentro e fora do Brasil, e formou uma visão de mundo própria, onde não há diferença entre mito e história, revelando a complexidade do pensamento originário.
O livro foi construído a partir de entrevistas inéditas realizadas pelos tabdjwy de Raoni, seus netos, entre 2020 e 2023. Falando sempre em mẽbêngôkre, e rodeado de parentes, Raoni gravou durante dezenas de horas, em diversas sessões, as histórias e mitos que resultaram neste relato. O material foi traduzido para o português por meio de um trabalho meticuloso e extenso de uma equipe de tradutores Mêbêngôkre, sob a coordenação do antropólogo Fernando Niemeyer, que também supervisionou a redação e edição do manuscrito.
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Trajetória do cacique Raoni exalta a floresta viva, com seus espíritos, cosmovisão, modos de vida e esperança|Lilo Clareto/ISA
As memórias do cacique nos convidam a enxergar a história do Brasil pela perspectiva daqueles que sempre habitaram estas terras, que testemunharam a chegada dos invasores e que, desde então, elaboram estratégias de resistência. É a perspectiva daqueles que veem a floresta viva e repleta de espíritos como seu principal meio de existência e que lutam por ela como um ato de esperança para o futuro.
"Me comovo quando penso em Raoni, herói mítico do panteão dos guerreiros, líder da resistência nativa no continente americano com quem temos a oportunidade de conviver, alguém de cuja luta podemos ser testemunhas", compartilha Ailton Krenak.
Raoni nasceu em 1937, na região do Kapôt, norte do Mato Grosso, e tornou-se intermediário entre seu povo e os não indígenas em viagens dentro e fora do Brasil para reivindicar seus interesses coletivos e buscar alianças e recursos. Com atuação emblemática na arena política, teve importância decisiva na demarcação de vários territórios e na conquista de direitos indígenas a partir da década de 1970.
Serviço
Memórias do Cacique: Um diálogo com Raoni Mẽtyktire, Beptuk Metuktire e Fernando Niemeyer
Mediação: Danna Dantas Local: Centro Cultural Banco do Brasil de Brasília (SCES, Trecho 2 - Asa Sul, Brasília/DF), aberto de terça a domingo, das 9h às 21h Data: 09 de setembro, às 19h Ingressos:bb.com.br/cultura ou na bilheteria do CCBB Brasília a partir do dia 8/9, às 12h (via link ou na bilheteria física)
As principais informações sobre o ISA, seus parceiros e a luta por direitos socioambientais ACESSE TODAS
Edital Aldear a Educação Básica premia boas práticas no ensino de histórias, culturas e saberes indígenas
Com inscrições abertas até o dia 1 de outubro, a iniciativa visa reconhecer e divulgar ações pedagógicas que fortaleçam a efetivação da Lei 11.645/08; candidatos concorrem a R$ 2 mil
Para fazer valer a Lei nº 11.645/08, que tornou obrigatório o ensino das histórias e culturas indígenas e afro-brasileira nas escolas, o Fórum Nacional de Educação Escolar Indígena (Fneei), o Instituto Socioambiental (ISA), em parceria com o Instituto Alana, lançam hoje (01/09) o edital Aldear a Educação Básica: Fortalecendo a Lei 11.645/08, por mais histórias, culturas e saberes indígenas nas salas de aula no Brasil.
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O objetivo é reconhecer e divulgar experiências educativas no ensino de histórias, culturas e saberes indígenas nas salas de aula brasileiras, como forma de valorizar a sociodiversidade indígena, combater o racismo contra povos indígenas, reconhecer a importância dos conhecimentos dos povos indígenas para o enfrentamento da crise climática e evidenciar histórias indígenas milenares até as mais recentes que têm lugar no território atualmente reconhecido como Brasil. As ações pedagógicas selecionadas serão disponibilizadas gratuitamente no site Mirim.org, tornando-se referência em escolas de todo o Brasil.
“O edital é estratégico porque reconhece práticas já existentes, mas também funciona como um chamado à responsabilidade do Estado, da sociedade, das instituições de ensino e dos profissionais da educação para a efetivação real da Lei, que é fruto da luta histórica pelo reconhecimento dos saberes dos nossos povos. Ele atua como uma quebra do racismo da ausência, como afirma a deputada Célia Xakriabá, mostrando que o silêncio e a omissão também são racismo. É um convite à mudança de olhar — não genérico — sobre nossos corpos e povos, para não nos colocarem em caixinhas do folclore e para ensinar crianças, jovens e adultos que, antes da colonização, já estávamos aqui e somos construtores dessa invenção chamada Brasil”, afirma a professora-gestora da Escola Municipal Indígena Guarani Para Poty Nhe'ē Ja, em Maricá (RJ), e coordenadora-executiva do Fneei Martinha Mendonça, do povo Guajajara.
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Martinha Mendonça, do povo Guajajara, é professora-gestora da Escola Municipal Indígena Guarani Para Poty Nhe'ē Ja, em Maricá (RJ)|Arquivo pessoal
“Quando a gente considera um Brasil que é racista estruturalmente, pensar em práticas como essas que atravessam a escola é uma forma de resistência. Nesse sentido, o edital pode potencializar as resistências que a escola produz diante de um país que nos nega”, defende.
Cada candidato poderá apresentar quantas propostas quiser, mas apenas uma poderá ser premiada por pessoa. As selecionadas integrarão a um repositório de boas práticas que estará disponível no site mirim.org. Além disso, as 10 mais criativas e com maior potencial de impacto na comunidade escolar receberão um certificado de reconhecimento e R$2 mil reais em um vale-presente.
A iniciativa é destinada a professores indígenas e não indígenas da educação básica, incluindo Educação de Jovens e Adultos (EJA) e educação profissional técnica de nível médio.
As práticas devem abordar temas como saberes indígenas no enfrentamento da crise climática; tecnologias indígenas e educação alimentar; histórias indígenas; violações de direitos dos povos indígenas; artes e expressões indígenas contemporâneas; línguas, literaturas e oralidades indígenas; racismo ambiental; saúde e bem-viver; enfrentamento ao racismo; sociodiversidade indígena, interculturalidade e respeito às diferenças.
Para garantir a representatividade, 50% das atividades premiadas serão de autoria de professores(as) indígenas. Segundo Martinha Mendonça Guajajara, essa é uma política muito importante, mas recente nos editais e concursos. “Somos nós aqueles que sabemos falar melhor sobre os nossos povos. Então, nossas práticas podem contribuir com outras, em um diálogo intercultural que pode potencializar esse lugar”, explica.
As propostas serão avaliadas com base em critérios como impacto, adequação ao tema, criatividade e abordagem intercultural e interdisciplinar. Serão desclassificados trabalhos com conteúdo discriminatório ou em desacordo com os direitos humanos.
As inscrições estão abertas até o dia 1 de outubro de 2025 e os resultados serão divulgados em dezembro de 2025.
Para participar, os interessados devem acessar o regulamento do edital e enviar suas propostas de atividades via formulário.
Professores indígenas na linha de frente para plena efetivação da Lei nº 11.645/08
Sancionada em 2008, a Lei nº 11.645 foi proposta como forma de expandir a obrigatoriedade do ensino de História e Cultura Afro-brasileira, disposta na Lei nº 10.639/2003, ao ensino de História e Cultura Indígena e Afro-Brasileira. Ambas as normativas alteram o artigo 26-A da Lei nº 9394/1996, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB). A mudança veio como resposta às demandas do movimento indígena e para valorizar e reconhecer as contribuições histórico-culturais, econômicas, sociais e ambientais dos povos indígenas.
A atuação de professores indígenas tem sido essencial para ampliar a efetivação da Lei que dentre as normativas que deveriam ter sido instituídas para orientar sua implementação, até o momento teve apenas o parecer nº 9 publicado pela Câmara de Educação Básica (CEB) do Conselho Nacional de Educação (CNE) em 2015.
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Integrantes da Fneei pedem reconhecimento das histórias, saeres e territórios indígenas nos currículos escolares|Oziel Ticuna/Fneei
É o caso da professora Marize Vieira de Oliveira, do povo Guarani, que atua em uma escola regular no Rio de Janeiro (RJ). Uma das professoras alcançadas pelo levantamento feito pelo ISA em parceria com o Fneei e o Instituto Alana, ela conta que começou a dar oficinas para aplicação da Lei ao perceber como a Educação Escolar é eurocêntrica e invisibiliza pessoas indígenas. “A grande maioria diz não saber onde procurar e como fazer. Saem das universidades sem nunca ter tido aulas sobre história e cultura indígena. Nos livros didáticos, nos congelam no século XVI e quando aparecemos, é só nas aldeias e de cocar”, relatou.
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Rose Sateré-Mawé, uma das idealizadoras da iniciativa, é doutoranda em Linguística pela Universidade de Brasília (UnB)|Arquivo Pessoal
A professora Rose Sateré-Mawé, secretária-executiva do Fneei, também lidou com um contexto parecido. Sua motivação para fazer formações com professores não indígenas, no entanto, veio de uma situação de racismo vivenciada por seu sobrinho numa escola pública em Brasília. “Ao acompanhar o caso, dialoguei com a diretora e os professores e percebi que havia uma grande dificuldade da equipe em lidar com a diversidade. Como resposta ao episódio, a escola chegou a sugerir a transferência do meu sobrinho para outra unidade que atendesse alunos indígenas”, conta.
Diante desta situação, Rose Sateré-Mawé propôs uma formação sobre a Lei ao corpo docente abordando aspectos como demografia indígena atual, línguas, modos de vida, lutas históricas, ciências e saberes indígenas, e suas contribuições para a sociedade brasileira em diversas áreas. Como resultado, ela relata que a escola passou a adotar uma nova postura nas práticas pedagógicas e no ambiente escolar, o que refletiu em um ambiente mais acolhedor tanto para seu sobrinho, quanto para outros estudantes indígenas e negros.
É para que iniciativas como estas se multipliquem que o edital Aldear a Educação Básica foi idealizado, explica Martinha Mendonça Guajajara. “O edital é uma retomada política. Ele é fundamental para enfrentar o racismo da ausência, rompendo com a tentativa de invisibilizar nossos povos, nossas culturas e nossos conhecimentos, e para fortalecer práticas que reconhecem essa presença viva na escola e entre professores, sejam indígenas ou não. Sendo o currículo não apenas o que está prescrito em documentos, mas aquilo que se faz no cotidiano da escola. É esse cotidiano que queremos revelar e transformar através da Lei 11.645/08 e deste edital", afirma.
O edital vem na sequência de uma série de ações realizadas por Fneei, ISA e Instituto Alana para a promoção da Lei nº 11.645/08, como o levantamento lançado em abril sobre o papel dos professores indígenas na aplicação da normativa, e da nota técnica “Lei 11.645/08: Ensino de História e Cultura Indígena”, lançada em dezembro de 2024, durante o Encontro Nacional de Educação Escolar Indígena, em Brasília.
Sobre o Fórum Nacional de Educação Escolar Indígena (Fneei)
O Fórum Nacional de Educação Escolar Indígena (Fneei) é um espaço de diálogo e articulação entre lideranças indígenas, educadores e o Estado, em defesa de uma educação escolar indígena específica, diferenciada e intercultural. Criado em 2015, o Fórum atua na promoção de políticas públicas que valorizem os saberes tradicionais, as línguas e os territórios indígenas, conforme previsto na Constituição e no Plano Nacional de Educação, reafirmando seu papel de resistência frente aos retrocessos nos direitos dos povos indígenas.
Sobre o Instituto Socioambiental
Com o lema “socioambiental se escreve junto”, em 1994 foi fundado o Instituto Socioambiental (ISA). Desde então, atuamos lado a lado com parceiros históricos de comunidades indígenas, quilombolas e extrativistas para desenvolver soluções que protejam seus territórios, fortaleçam suas culturas e saberes tradicionais, elevem seu perfil político, e desenvolvam economias sustentáveis. Com Programas e escritórios dentro dos territórios, o ISA fincou suas raízes em três bacias hidrográficas: Rio Negro (AM/RR), Xingu (MT/PA) e Ribeira de Iguape (SP). E, em parceria com associações locais, organizações não governamentais, e redes regionais e nacionais, articula projetos através dos Programas de Política e Direito Socioambiental e Povos Indígenas no Brasil, bem como dos Temas de Restauração Ecológica, Economias da Sociobiodiversidade e Clima - uma relação de duas vias que nomeamos “raiz-antena”. Nossa missão é defender a pluralidade socioambiental brasileira, seja no chão da floresta ou nos corredores de Brasília.
Sobre o Alana
O Alana é um ecossistema de organizações de impacto socioambiental que promove e inspira um mundo melhor para as crianças. Um mundo sustentável, justo, inclusivo, igualitário e plural. Um mundo que celebra e protege a democracia, a justiça social, os direitos humanos e das crianças com prioridade absoluta. Um mundo que cuida dos seus povos, de suas florestas, dos seus mares, do seu ar. O Alana é um ecossistema de organizações interligadas, interdependentes, de atuação convergente, orientadas pelos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU. O encontro de um Instituto, uma Fundação e um Núcleo de Negócios de Entretenimento de Impacto. Um combinado único de educação, ciência, entretenimento e advocacy que mistura sonho e realidade, pesquisa e cultura pop, justiça e desenvolvimento, articulação e diálogo, incidência política e histórias bem contadas.
Sobre a Anmiga
A Anmiga é uma organização de mulheres originárias dos seis biomas do País – Amazônia, Mata Atlântica, Cerrado, Caatinga, Pampa e Pantanal. Por meio de uma construção coletiva, elas buscam fortalecer a luta pelo bem viver e por seus territórios, a partir do protagonismo das mulheres e da valorização de seus saberes tradicionais.
Realização: Fórum Nacional de Educação Escolar Indígena (Fneei) e Instituto Socioambiental (ISA) Parceria técnica: Instituto Alana Apoio: Articulação Nacional das Mulheres Indígenas Guerreiras da Ancestralidade (Anmiga) Contato para imprensa: Mariana Soares - marianasoares@socioambiental.org / (51) 98155-0144 Dúvidas de segunda-feira a sexta-feira, entre 10h e 17h:aldear@socioambiental.org e WhatsApp (61) 8155-0144
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